Há muitos anos não se via um ambiente de disputa e empurrões entre ambientalistas e agronegócio! Para muitos essa convivência pacífica é bem natural, tanto pelos entendimentos técnicos desenvolvidos, quanto pelo brilhantismo dos profissionais que militam dos dois lados. Muita gente competente, gente do bem! E os exemplos de integração e parcerias existem aos montes!
E nesse aspecto de juntar interesses para bem de todos o setor florestal de plantadas é campeão! É só ver o quanto de áreas plantadas e certificadas existem. Quase tudo! É um processo de melhoria contínua, com perfeita integração entre empresas florestais e certificadoras. Serviço levado a sério e com muito profissionalismo de ambos os lados! De repente, começam “fuxicos” de ambientalistas e de gente do agronegócio. Que coisa estranha para um ambiente que parecia tão tranquilo! Para as florestas ainda não sobrou nenhuma pedrada, mas não vai demorar!
Daí, lembrei de uma historinha que conhecemos pelo Zap – um jegue estava preso num tronco e uivando de raiva! O diabo chegou e soltou o jegue, que entrou numa horta e estragou toda a plantação. O dono da horta matou o jegue. O dono do jegue matou o dono da horta. Os filhos desse mataram o dono do jegue. Os filhos revidaram e mais mortes. Moral da história com pequenas adaptações: o que um jegue solto pode fazer!!!! E o que temos com tudo isso? Nada!
Mas só lembrar que o setor de florestas plantadas estava no Ministério do Meio Ambiente e passou para o Ministério da Agricultura. E como as pedras estão indo de um lado e de outro, a chance de sobrar alguma pedrada nas florestas plantadas é grande!!! Fiquemos atentos, apesar de todo esforço e respeito que a silvicultura brasileira tem pelos valores sociais e ambientais envolvidos no processo produtivo!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br
