O PREÇO DA MADEIRA E AS ENCRENCAS QUE PODERÃO SURGIR!

O proprietário de florestas plantadas tem vivido dias de amargura, quando pretende vender a madeira, especialmente, nos últimos cinco anos. Fala-se em “preço de banana”, e até já se mostrou que o valor da madeira tem muito a ver com “preço de repolho”. Tudo mostrando que os custos para se fazer uma floresta, nem de longe tem sido compensado com a venda da madeira.

Há produtores que estão vendendo sua madeira pelo mesmo valor vendido, há quase 10 anos atrás!!!! Não precisa ser nenhum especialista para perceber que alguma coisa está errada e que pode trazer sérias conseqüências pela frente. Correções em culturas de ciclo longo, não se resolve no curto prazo! Consumir estoque até que não é tão complicado, mas fazer estoque de madeira é obra exclusiva do tempo!

E essa é a grande encrenca que poderemos enfrentar! Atualmente, planta-se muito menos do que se consome. Fala-se em programas de plantio bem abaixo dos níveis de consumo. Estamos limpando as sobras de estoques. Já há sinais de exaustão, mas o caminhão ainda consegue chegar nos cantos, onde a madeira é quase que de graça! Essa diferença – plantio /consumo – tem sido agravada pelos abatimentos nos estoques em função de menor produtividade decorrentes de diversas causas!

Acrescenta-se ainda, a esse quadro preocupante, a enorme quantidade de áreas que está sendo abandonada ou substituída por outras culturas após o corte da madeira. Perde-se a área plantada e o proprietário vira inimigo da silvicultura! Será que alguém pode duvidar de que essa situação não seja decorrência do preço miserável da madeira? O produtor abandonaria suas florestas ou trocaria de atividade com todas as dificuldades operacionais, se a madeira estivesse num valor satisfatório? Disso tudo parece que ninguém duvida, mas fica uma questão para reflexão – essa capacidade industrial instalada está preparada para diminuir produção ? Com certeza, não está!

A briga vai ser dura e a disputa pelo que existir de madeira, mesmo em idade de crescimento, vai ser dramática!! A conferir!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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