MUDANÇAS NO SETOR FLORESTAL E FICAMOS SÓ ASSISTINDO!

Iniciamos 2019 com importantes mudanças institucionais!  O Governo que saiu, fechou a porta e deixou na mesa o Plano Nacional de Desenvolvimento Florestal. Só não falou a quem cabe a responsabilidade de tocá-lo e que instrumentos estarão disponíveis para executá-lo!  E o documento aborda com bastante propriedade as principais questões do setor de florestas plantadas! A esperança é que as nossas entidades representativas, que sumiram durante o processo de transição, surjam agora para mostrar aos novos governantes a importância e a necessidade de se levar a sério as propostas apresentadas!

A estrutura do Ministério da Agricultura, passa a ter florestas plantadas na Secretaria de Políticas Agrícolas, mas também passou a contar com o Serviço Florestal Brasileiro. Tudo indica que poderão existir mudanças! Definindo –se esse quadro há de se registrar aspectos interessantes:

1- As mudanças aconteceram e nenhuma entidade representativa do nosso setor mostrou “a cara” para dar qualquer sugestão!   É o resultado de nossa fragilidade institucional!!!!

2- Enquanto não se definem as atribuições das estruturas governamentais fica a sensação de que o setor florestal foi mais diluído e os problemas antigos vão se mantendo intocáveis, firmes e fortes. Por exemplo, falava-se muito da necessidade de se simplificar licenciamentos! E agora, com quem fica esse assunto? E o CONAMA, que tem tudo a ver com isso, conhece essa reivindicação?

3- De positivo, parece que tudo que se relaciona com pesquisa, agora não se discute mais o endereço. Vai parar tudo na EMBRAPA FLORESTAS! E que tamanho de encrenca!

4- Políticas públicas para viabilização do Código Florestal, compromissos internacionais, agenda do clima, revegetação, serviços ambientais… ainda parecem sem pai e nem mãe! Tendem a ficar no Serviço Florestal. Será uma boa solução se derem condições de trabalho e apoio !

5- Fica a sensação de que o setor florestal perdeu e ficou menor do que era!

Enfim, há muitas modificações sacramentadas e outras a serem sacramentadas! Uma pena que nenhuma entidade representativa tenha se mobilizado para oferecer sugestões e aproveitar a experiência e competência de brilhantes profissionais, que não teriam a menor objeção para colaborar!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

 

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