Nesses 50 anos de grande crescimento da silvicultura brasileira, há de se destacar o brilhante trabalho dos profissionais, que conseguiram transformar os conhecimentos científicos em práticas operacionais de campo – é o conhecido “silvicultor de bota” – de presença marcante nas áreas de trabalho, com sol ou chuva, e conhecedor de todos os detalhes do dia-a-dia – das mudas, às máquinas – e em especial, a atenção às dificuldades, sugestões e críticas de seus colaboradores! De comportamento bem simples e tão comum, há anos atrás, mas que está se tornando raridade nas empresas. Sinais dos novos tempos? Há quem diga que com os modernos sistemas de controle, as “coisas” foram simplificadas.
E esse olhar, de todos os dias, deixou de ser necessário!
Planilha daqui e dali, enfim, todo o universo operacional monitorado! E dessa forma, a ausência do “silvicultor de bota” nem é notada! Todos os serviços são registrados, fotografados e repassados às centrais de controle e se transformam em índices e gráficos gerados numa sala almofadada e de ar condicionado. E dão origem às discussões, sugestões e avaliação conclusiva dos trabalhos silviculturais da empresa.
E as consequências disso? Há quem, nem imagina que essa situação possa existir, mas há muita gente que acha que a ausência desse silvicultor pode trazer sérios problemas à produtividade das florestas! De qualquer forma, fica o recado para os que se assustam, quando encontram inexplicáveis absurdos operacionais em muitos empreendimentos florestais!!!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br
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