A SILVICULTURA “SEM EIRA NEM BEIRA”!

Numa reunião acalorada, quando alguém indagou: “qual o endereço institucional da silvicultura? “, surgiu a resposta com boa dose de ironia: “ só sei que estamos no Ministério da Agricultura e mais nada. Saímos do Ministério do Meio Ambiente, onde a luta era grande para encontrar espaço e fomos parar nos corredores do Ministério da Agricultura – sem sala e sem telefone”. Um descaso com setor tão importante para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do país! A silvicultura encontra-se representada por Comissão, composta por profissionais competentes, mas sem mesa, sem cadeira e sem caneta para tomar decisão! Segundo muitos, “se não é para resolver, criemos uma Comissão”.

Será que poderemos falar em sustentabilidade da silvicultura com tanta fragilidade institucional? Se não ficarmos de braços cruzados, até 4 de outubro próximo – data limite para receber contribuições – será muito oportuno, que atendendo à Portaria SPA/MAPA nº 3086 de 04/09/2018 – que trata da Consulta Pública do Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas – PNDF, que estabelece “os princípios e os objetivos da Política Agrícola para Florestas Plantadas”, enfatizemos essa vergonhosa situação, reconhecida no Tema 1 do referido Documento:

Tema 1: Locus institucional do setor de florestas plantadas

“A gestão política do setor de florestas plantadas foi transferida para o MAPA em 2014. Avanços foram alcançados, porém ainda de forma tímida. É necessário internalizar a cadeia produtiva florestal no MAPA. Seus sistemas de informação, apresentações de resultados 173 anuais, superintendências estaduais não incluem o setor florestal. Ou seja, a estrutura interna do MAPA ainda não considera o setor florestal como parte sistêmica. É importante que todas as divisões administrativas do MAPA tenham clareza de sua interface com o setor de florestas plantadas e insiram o setor em suas atividades, incluindo políticas, estratégias, estatística, comunicação e programas. A Câmara setorial de florestas plantadas, atualmente é a única instância de comunicação e de encaminhamento para as demandas do setor florestal ao MAPA. A ampliação da atuação e fortalecimento da Câmara Setorial como um canal efetivo de interface com o Ministério é fundamental. Este Plano recomenda ainda a criação de um locus dentro do MAPA, no nível de departamento, por exemplo, com profissionais especializados em florestas plantadas, a fim de desenvolver estratégias e mecanismos para a promoção e competitividade deste setor.”
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Com certeza, nenhum outro assunto teria tanta legitimidade para representar o Tema 1, do Documento que trata das prioridades da silvicultura brasileira!

E amanhã, 21 de setembro é Dia da Árvore” , quem sabe um dia teremos endereço institucional,onde a árvore seja lembrada todos os dias!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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