Há pouco dias, tivemos oportunidade de visitar uma região em S.Paulo, com inúmeras propriedades com plantios florestais, originados de fomento florestal. Observamos muitas áreas de segunda rotação sem manejo, falta de adubação e sintomas típicos da presença de formiga. Cheiro de abandono – péssimo sinal. Espólios do fomento florestal, lá de trás!
Juntando-se esse contexto, comum em outras regiões também, à fala do Presidente de uma grande empresa, referindo-se à defasagem entre plantios e demanda de madeira: “o preocupante é que existem florestas, onde não existe indústria”, formam-se cenários, que merecem reflexão!
1- no entorno das indústrias, parece que toda a madeira, em boas condições, já foi consumida e, aparentemente, não está havendo reposição – péssimo sinal!
2- as florestas vizinhas aos consumidores não estão sendo manejadas adequadamente, após o corte. Cheira abandono, e assim, a produtividade vai despencar – péssimo sinal!
3- as florestas vizinhas e que não apresentam condições favoráveis à colheita mecanizada – áreas pequenas, topografia – ou não alcançam o valor de compra conveniente estão de posse de produtores insatisfeitos – péssimo sinal!
4- as florestas que estão à distância dos consumidores, com certeza, estão sendo adquiridas por preço muito baixo e desanimador, segundo os produtores. Vão parar de plantar – péssimo sinal!
Essa situação precisa mudar para que a silvicultura não se limite à meia dúzia de grandes consumidores! É voz corrente que a saída para o vizinho plantar mais e tomar conta de suas florestas, e o produtor, lá de longe, continuar plantando, não parece tão complicada. É só elevar o preço da madeira – e aí teremos um bom sinal!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br
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