SIMPÓSIO IPEF: O SUCESSO E RECADOS IMPORTANTES!

Nos dias 22 e 23 de agosto, o IPEF completou 50 anos com um simpósio rico de informações. De forma inequívoca foi mostrada a marca desses anos de muita pesquisa e dedicação de brilhantes profissionais. Foi muito elogiada a vitoriosa e exemplar parceria da universidade com as empresas. Um sucesso,num ambiente alegre e festivo! Participamos de discussões e, na oportunidade, entre vários comentários apontamos alguns aspectos, que entendemos como importantes para serem observados nos programas de pesquisa e na filosofia de trabalho dos próximos anos. De nossos comentários destacamos:

1- A silvicultura brasileira precisa continuar crescendo. Mas é de vital importância que se dê a devida atenção à proteção do rico patrimônio que sustenta as indústrias de base florestal. Há de se multiplicar os esforços com respeito às pragas e doenças de nossas florestas. Esse assunto deve merecer muito cuidado e atenção! As pragas e doenças se proliferam com intensidade e esse risco precisa ser superado para proteção do ativo florestal que sustenta as indústrias à base de madeira;

2- Há de se implementar pesquisas com nossas espécies nativas! Essa é uma lição de casa que deixou de ser feita nesses 50 anos de pesquisa do IPEF! É inadiável que se encontre alternativas para que a competência científica que ficou à disposição do eucalipto e do pinus, também se volte às nossas espécies nativas;

3- Há de se enriquecer as parcerias dentro da cadeia de produção. Parcerias entre instituições, universidades, empresas e, acima de tudo, a parceria que valorize o produtor florestal. Atualmente, há inúmeros casos, em que o produtor florestal, convidado e provocado para participar da cadeia produtiva está sendo colocado para trás. É inimaginável que se deixe formar os” inimigos da silvicultura”, por falta de tratamento respeitoso aos fomentados! A pesquisa não pode se voltar só aos grandes consumidores de madeira. A participação do pequeno e médio produtor florestal é de vital importância para a legitimidade da silvicultura!

4- O crescimento da silvicultura vai implicar, obrigatoriamente, na ocupação de novas áreas em regiões carentes de informações científicas. Não podemos deixar que a pesquisa só se concretize no momento em que essa corrida aconteça. Esse desafio precisa ser superado para que se tenha certeza do contínuo desenvolvimento e expansão da silvicultura brasileira!

Na oportunidade, enfatizamos que tais considerações foram enriquecidas pelos frequentes comentários postados na Comunidade de Silvicultura! Reiteramos os nossos agradecimentos a todos que participam de nossa página!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

 

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