A SILVICULTURA E AS MUDANÇAS DA TERCEIRIZAÇÃO!

A silvicultura, nos primeiros anos de plantio comercial, era, tipicamente, formada por mão-de-obra vinculada diretamente às empresas interessadas. Eram grandes equipes resolvendo problemas de toda natureza. Esse modelo inchou, encareceu a atividade, perdeu o foco e abriu oportunidades para mudanças! Por volta dos anos 80/90, surgiu a terceirização, seguida de outras novidades, dentre as quais, a certificação florestal e as grandes empresas de investimento estrangeiro.

E a terceirização foi crescendo com empresas bem diferentes em suas estruturas de trabalho, na organização e na capacidade profissional. Mesmo assim, foi se consolidando. As empresas contratantes diminuíram significativamente seus quadros e passaram a controladoras com modernos sistemas de gestão. No entanto, a relação entre contratado e contratante, foi se desgastando, na medida em que cresciam as divergências entre os envolvidos.

Em meio a essas dificuldades, os terceiros que não se prepararam profissionalmente foram se afastando da atividade. Ao mesmo tempo, surgiam os controladores “de planilha”, e aumentava o rigor no acompanhamento de orçamentos e custos. Nesse momento, em muitas empresas, os valores técnicos perderam espaço para o menor custo! Pipocaram, então, problemas operacionais, financeiros e o afastamento de muitos terceiros. Ficaram marcas! Há quem acredite que o impacto negativo na produtividade das florestas foi o indicador mais expressivo da “era do menor custo”!

Mais recentemente, com crises e diminuição dos programas de plantio, mais terceiros se afastaram. Há explicações para o ocorrido, mas em conversas de corredor, há uma versão que, aparentemente, prevalece: o grande problema, que levou muitos terceiros a se afastarem do setor, decorreu da desvalorização técnica e profissional, em favor da contínua redução de custos! Situações desse tipo geraram relações adversas com flagrantes prejuízos à qualidade dos serviços e à produtividade florestal.

As empresas bem sucedidas em seus processos de terceirização, sempre apresentaram propostas equilibradas entre necessidades, valorização e responsabilidade técnica e preços justos para execução. São casos, em que o “homem da planilha” valoriza a competência técnica e a experiência profissional do terceiro. Ganha o contratante, o contratado e a silvicultura! Para muitos, esse é o grande segredo para o sucesso da terceirização!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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