FLORESTA, SILVICULTURA E OS PRESIDENCIÁVEIS: O QUE FALAR!!!

Estamos nos aproximando das eleições e ainda não vimos nenhum sinal, de qualquer candidato, a respeito do setor florestal brasileiro. E quantas riquezas, quantos empregos e oportunidades ligadas ao setor! E nada de qualquer comentário! Nem dos presidenciáveis e nem do próprio setor! Em algumas postagens anteriores, falamos dessa inércia. Mas não tivemos conhecimento de nenhum movimento. Que estranho! A Comunidade de Silvicultura, com a colaboração de membros do 4G – Grupo de discussões de 4 Gerações – toma a liberdade de insistir, apresentando alguns assuntos provocativos para discussão e sugestões.

O setor florestal é abrangente e, estruturalmente, bastante complexo, com muitas limitações, preocupações e expectativas. Talvez o grande exercício seja definir prioridades! Tarefa desafiadora, mas não devemos e nem podemos desanimar…… quem sabe, até às eleições, tenhamos conseguido, conjuntamente, alinhar algumas prioridades! Assim estaremos dando nossa contribuição às entidades representativas, no encaminhamento das reivindicações do setor! Seguem sugestões para reflexão, discussão e comentários!

1-Uma história mal resolvida: a silvicultura sem endereço institucional!

Estar no Ministério da Agricultura – sem corpo e sem alma – não parece ter resolvido o problema institucional da silvicultura brasileira! Esse assunto merece uma ampla discussão e a atividade precisa ser valorizada à altura de suas contribuições e responsabilidades econômicas, sociais e ambientais.

2- Os compromissos internacionais assumidos e sem rumos definidos!

Há inúmeras e interessantes iniciativas, mas nada que mostre os rumos a serem tomados e transformados em políticas públicas! Nossos compromissos vão ser cobrados e, acima de tudo, o cumprimento de nossas obrigações, com certeza, implicaria em fortalecimento do setor florestal brasileiro!

3- O Programa Nacional de Florestas Plantadas ( na gaveta)

Há documentos preparados sobre o assunto, contando com efetiva participação de profissionais e entidades competentes. É necessário retomar o processo de discussão e implementar o Programa. Apresentam prpostas que podem trazer rumos importantes à silvicultura brasileira. Os trabalhos realizados não podem se restringir a documentos de gavetas burocráticas. A silvicultura precisa crescer e se fortalecer! Há de se plantar mais, desenvolver pesquisas e proteger o patrimônio que sustenta a riquíssima base industrial, geradora de milhões de empregos, renda, excedentes exportáveis e com destacada posição no PIB nacional.

4- A energia das florestas plantadas

Já houveram discussões, e muitos acreditam que o uso da biomassa, à base de florestas plantadas, como alternativa energética é inevitável. Essa discussão é imprescindível e pode definir o aproveitamento de muitas florestas disponíveis e novos rumos à atividade. Sem sonhar, precisamos partir para ações concretas.

5- Fortalecimento do Serviço Florestal Brasileiro

A importância social, econômica e ambiental de nossas florestas exige o fortalecimento do Serviço Florestal Brasileiro (SFB). O SFB precisa ampliar sua área de atuação e poderá se transformar no grande gestor das riquezas naturais de nossos biomas.

6- A expansão do reflorestamento com objetivos determinados

Há de se reflorestar em maior escala; há de se valorizar e implementar as pesquisas, especialmente, em novas fronteiras, com nossas espécies nativas e estudos para novos usos da madeira e de produtos não madeireiros e bens das florestas. Os 50 anos de atividade , de aprendizado e de sucesso do reflorestamento precisam servir de referência para novos avanços.

7- Proteger nossas bacias hidrográficas é proteger vidas!

Nos últimos anos, têm se tornado flagrantes os grandes problemas com a escassez de nossos recursos hídricos. Há necessidade urgente de proteção e de intensa revegetação. Isso implicará no desenvolvimento de pesquisas e no desenvolvimento da silvicultura com nossas espécies nativas para essa e outras finalidades.

8 – Harmonização da legislação florestal

Depois de tantas alterações, é de extrema importância , que seja definida a cartilha de procedimentos legais para os trabalhos florestais. Há muitas divergências entre regiões e estados, e há interpretações conflitantes entre os vários agentes responsáveis por licenciamentos, autorizações e fiscalizações. Essas dificuldades não acrescentam nada em termos de desenvolvimento e precisam ser harmonizadas.

9- Insegurança jurídica

Ainda persistem dúvidas quanto à possibilidade de aquisição de terras próximas às fronteiras. O Brasil já experimentou desinvestimentos promissores do setor por conta dessa incerteza .

10 – Infraestrutura

A infraestrutura em modais de transporte de produtos florestais carece de investimentos que proporcionem maior eficácia e menores custos de escoamento e de distribuição .

11 –Novos modelos de produção florestal

Necessidade de implementar/ reforçar pesquisas em empreendimentos agrosilvipastoris para produtores independentes. Há evidências e projetos já implantados que demonstram que esses modelos podem assegurar conservação ambiental conciliada com renda a curto e longo prazos.

O quê mais??????? Não deixe de comentar e apresentar sugestões.

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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