Como resultado da greve dos caminhoneiros, com certeza, haverá aumento do preço dos fretes, em geral. E isso pode trazer novos reflexos no preço da madeira! Senão vejamos: o valor da madeira no final da linha é composto pelo valor da madeira – de uma flexibilidade estrondosa – mais o custo das operações de colheita – discutido centavo por centavo e o custo do frete – agora, com liberdade formal para ser melhorado! Daí, a conclusão: a corda vai arrebentar do lado do produtor! Os otimistas dirão que os valores serão repassados e não haverá problema para os produtores! Os pessimistas apostam que a corda vai arrebentar do lado do produtor e nem haverá discussão.
Há anos atrás, quando o valor da madeira subia e os preços eram controlados, a correria era certa e a planilha de custo mostrava os acréscimos da madeira. Com entidades brigando e profissionais correndo para todo lado, sem nenhuma dúvida, os aumentos estavam garantidos. Os acréscimos da madeira eram, de fato, repassados! Nos dias atuais, a situação é totalmente inversa. O preço da madeira no final da linha não muda e com isso as adequações na cadeia de produção vão ficar na conta da madeira. E não se fala mais nisso!
Aliás, não haverá nenhuma entidade para discutir ou correr atrás dos repasses, que ficarem na conta da madeira. Uma pena o sofrimento dos produtores. Há de se evitar que num próximo movimento de caminhoneiro não haja um levante de produtores florestais para evitar que no fim da novela, a conta fique por conta da madeira!
