A silvicultura brasileira – do eucalipto e do pinus – deu um salto excepcional na produtividade, graças aos conhecimentos científicos que foram acumulados nos últimos 50 anos. Com certa segurança, pode se afirmar que a produtividade das florestas, no mínimo, dobrou – de 15/20 para 35/40 metros cúbicos /ha/ano.Os procedimentos operacionais sofreram mudanças significativas e a cada plantio, somam-se novos conhecimentos. Esse dinamismo é a mola propulsora do desenvolvimento. Evoluímos nos aspectos técnicos, econômicos, sociais e ambientais. Chegar onde chegamos, exigiu grande esforço e muito investimento. Como se manter nessa posição? Há sinais de avanços e de retrocessos, e o grande exercício é conhecer as particularidades de cada caso – positivas ou negativas! De onde poderão estar surgindo as novidades que estão impactando as produtividades?
Há um mundo de explicações e caberiam explicações de especialistas. No entanto, algumas mudanças são facilmente identificáveis, principalmente, aquelas que afetam negativamente a produtividade: o preço baixo da madeira, talvez seja o maior responsável pelo grande impacto negativo –não se coloca mais adubo, não se cuida da formiga e nem da brachiária. E a queda de produtividade é inevitável! Há problemas técnicos mais específicos, mas nada se compara ao impacto da desvalorização da madeira! Só essa encrenca já seria suficiente para assustar! Principalmente, pela enorme quantidade de pequenos e médios produtores impactados!
Mas a silvicultura continua com seus avanços científicos…
E há de se dar crédito e de se cultivar muita esperança numa nova silvicultura que parece surgir: gente cuidando de manter o equilíbrio nutricional e fisiológico das plantas, somando as interações edáficas, climáticas e extremo cuidado na uniformização e otimização de uso dos insumos básicos. Tudo com muita matemática e soluções biológicas. Tudo indica que se trata de uma silvicultura otimizada com muito mais ciência, profissionalismo e madeira….
Com certeza é mais um grande avanço tecnológico. Só resta saber de quem é essa conta, e se ela vai fechar!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br
