QUAL O VALOR DA TONELADA DE CAVACO DE MADEIRA?

 

Seria lógico que esse valor fosse a soma de custos que remunerasse todos os participantes do processo produtivo. Da floresta ao ponto de consumo. Juntam-se impostos, lucro desse e daquele, e temos o resultado. Uma planilha com preços justos, e estamos conversados. Mas quando se pega o telefone, e vamos atrás da informação, ouve-se de tudo!  E a conclusão a que chegamos: o preço da tonelada de cavaco, no ponto de consumo, varia de R$ 100,00 a R$200,00 por tonelada, numa distância média de 100 km! E essa variação dá origem a um punhado de especulações e justificativas. E assim o mercado de cavaco se transforma em verdadeiro leilão de interessados e oportunistas!

Há de tudo, desde quem não faz conta, até gente pegando madeira a preço de banana, usando resto disso ou daquilo, aproveitando- se de florestas abandonadas, perdidas por seca ou fogo, e até resíduos  de  pomares de fruticultura. Tudo vira cavaco! E assim, vão sendo inibidas as iniciativas com base em trabalho profissional, programado e executado com cuidados técnicos. Para muitos é a matemática nua e crua do mercado! É uma pena, pois essas alternativas casuísticas prejudicam, tremendamente, o amadurecimento de uma alternativa para uso sustentável dos plantios de florestas!

Os valores irreais baseiam-se em oportunidades, que  não passam de simples extrativismo, e  que não se sustentam, a médio prazo. Acabam com o mercado organizado, e o pior: criam na cabeça do consumidor a sensação de que madeira não tem custo – coisa de extrativista! Provocativamente, e baseando-se em conversas com profissionais atentos a essa “ onda de  cavaco”, arriscaria a dizer, que o valor justo, com condição de pagar e remunerar de forma sustentável o processo de produção,  deverá estar bem próximo de R$200,00 a tonelada!

E o mais interessante: especialistas dizem que, mesmo a esses valores, a madeira continua sendo competitiva para substituir óleo, energia elétrica ou gás!!!!!  Com a palavra os craques em redução de custos e que conheçam a realidade de nossas florestas plantadas e os custos para sua formação!

 

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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