A silvicultura brasileira nesses 50 anos de intensa atividade pode sentir, em suas diferentes fases, a influência das entidades representativas. Da criação dos incentivos fiscais, em 66/67, até aos dias atuais, os fatos relevantes que abalaram a estrutura e o perfil da silvicultura, sempre tiveram entidades representativas do setor entre os protagonistas principais. Nos anos 80/90, eram dezenas de entidades antenadas, preparadas e dispostas à reuniões, discussões e reivindicações setoriais.
Destacavam-se os esforços da ANFCP, ABRACAVE, ARBRA, ABIMCI, SBS, SBEF, ABPM, dentre outras. Juntar todos esses esforços sempre foi um desafio, mas nunca faltou a atenção de uma ou outra entidade nas soluções de encrencas, que sempre existiram no setor, e que pesavam de forma diferente em cada segmento. O importante é que nas grandes causas o pessoal estava junto.
Foi assim que se sustentaram os incentivos para reflorestamento e suas frequentes mudanças, se organizaram os Congressos Florestais e decisões estratégicas foram implementadas. Cada segmento, respeitosamente, puxava a brasa para sua sardinha, mas tudo com muito respeito. E nada de atalhos desconhecidos, e quando o assunto era de legislação e interessava a todos, entrava em ação a SBS – e todos apoiavam e davam crédito às reivindicações e pleitos. Não era nada fácil, mas a disposição e interesse da maioria superava pequenas dificuldades e eventuais vaidades.
Bons tempos! E como a silvicultura cresceu! E como existem dúvidas e questões para serem discutidas! Fica o registro, e uma importante preocupação para reflexão: onde estão as nossas entidades representativas?
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br
