Nos dias atuais, a silvicultura brasileira vive num ambiente de intensas especulações. Nunca houve tantas notícias e informações disponíveis, e nem tantos profissionais competentes ligados aos serviços de comunicação do setor. Fala-se de tudo: sobre o mercado, preços de madeira, falta de madeira de pinus; queda nos programas de plantio; questionamentos sobre a produtividade das florestas; problemas de pragas e doenças; os impactos negativos da seca; a madeira mineira viajando para fora; as reações da siderurgia, o mercado de cavaco e biomassa surgindo; a exportação de pellet acontecendo; a resinagem se consolidando, e por aí vai… A lista é grande e são questões com diferentes respostas e opiniões. O preocupante é que dados estratégicos, se misturam nesse meio.
E daí, separar o “joio do trigo” passa a ser uma tarefa complexa e de alto risco. Ter informações confiáveis está se tornando um privilégio! São os novos tempos, com recursos do mundo digital à disposição de todos e para tudo! Nessa feira de saldos e retalhos, ainda vale a credibilidade e o respeito pelas fontes, que não se deixam contagiar por sensacionalismos e modismos! A falta de dados estratégicos e confiáveis é de fundamental importância ao desenvolvimento da atividade.
A nossa silvicultura, pela importância econômica e social que representa, parece que não deveria ficar refém dessa situação! Fica para nossa reflexão: será que temos dados, suficientemente, confiáveis para orientar as políticas públicas, tão reclamadas pelo setor? Seria consequência de nossa fragilidade institucional? A quem reclamar?
