OS HERÓIS DA CERTIFICAÇÃO FLORESTAL NO BRASIL

A evolução tecnológica da silvicultura brasileira atingiu níveis elevadíssimos. Muitos já colocam o Brasil na linha de frente da ciência florestal voltada à produção comercial de madeira. Produção e competitividade são características marcantes da silvicultura brasileira. E nesse contexto, em que se somam os conhecimentos científicos, não podemos deixar de destacar a extraordinária importância da certificação florestal.

Houve necessidade de muita ciência, recursos de toda ordem e dedicação de brilhantes profissionais para que tudo se consolidasse em favor da silvicultura sustentável. Precisamos valorizar e respeitar esse extraordinário esforço de profissionais que dedicaram parte de suas vidas no encaminhamento das soluções dos problemas setoriais. A relação de colaboradores é extensa e cabem, antecipadamente, as nossas respeitosas desculpas por eventuais esquecimentos.

Com a competente colaboração do Eng. Rubens Garlipp, a Comunidade de Silvicultura destaca alguns desses profissionais, e reitera os mais sinceros cumprimentos a todos que, direta ou indiretamente, colaboraram para o desenvolvimento da certificação florestal no Brasil. Que nossos amigos enriqueçam a relação de colaboradores com seus comentários!

1- JORGE HUMBERTO TEIXEIRA BORATTO

Idealizador do CERFLOR em 1991, na ocasião, Presidente da SBS- Sociedade Brasileira de Silvicultura. Estabeleceu convênio entre SBS x EMBRAPA FLORESTAS para elaboração de padrões de manejo florestal sustentável para as condições brasileiras. Incentivador e articulador junto aos órgãos governamentais, associações de classe , entidades de pesquisa, ensino, empresas e ONGs para implementar e fortalecer o Programa.. A parceria institucional com a EMBRAPA FLORESTAS , na ocasião sob a chefia de VITOR AFONSO HOEFLICH, que abraçou a ideia de se construir um processo de certificação florestal legitimado pela fundamentação científica e em colaboração com diferentes atores da sociedade brasileira ,teve extrema importância . Há de se ressaltar que o programa CERFLOR teve continuidade e se consolidou devido ao engajamento incondicional de todos os presidentes e vice-presidentes da SBS que se sucederam( Nelson Barboza Leite, Amantino Ramos de Freitas, Carlos Alberto Funcia e Adhemar Vilella Filho) , os quais não mediram esforços para sua consecução e conferir credibilidade ao mesmo .

2- MARCO ANTONIO FUJIHARA

Participou da conceituação básica e apresentou o CERFLOR no X Congresso Florestal Mundial da FAO em Paris em 1991. Fez os contatos institucionais iniciais. Participou de inúmeras reuniões nacionais e internacionais divulgando as bases da certificação florestal. Foi importante incentivador da certificação junto às empresas e, instituições governamentais e financeiras;

3- VIRGÍLIO VIANA

Iniciou o processo de consulta sobre a viabilidade de se introduzir a certificação FSC no Brasil em 1993. Participou da Fundação do Imaflora- Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola, em parceria com o Rain Forest Alliance em 1994;

4 – TASSO RESENDE DE AZEVEDO

Participou dos Grupos de Trabalho e Comissões Técnicas do FSC Internacional. Um dos fundad0res e, depois, Diretor Executivo do Imaflora de 1995 a 2003. Grande incentivador e promotor da certificação. Deu os passos iniciais dos processos de certificação FSC como trabalho profissional, mantendo contatos nacionais e internacionais. Com muita responsabilidade, estabeleceu diretrizes éticas para os trabalhos iniciais do Programa. Criou oportunidades aos profissionais que se iniciavam na certificação florestal. Teve desempenho importantíssimo no desenvolvimento do manejo e da certificação comunitária;

5 – AMANTINO RAMOS DE FREITAS

Como vice – presidente da SBS, na época, foi membro do primeiro Board Executivo do FSC internacional , eleito na AGE de fundação em Toronto, em1993,representando o setor econômico Sul. Teve efetiva participação na estruturação do FSC Internacional e na aproximação e participação de representantes brasileiros no processo e nas reuniões de formulação de padrões de manejo florestal , cadeia de custódia e regulamentos da operacionalização do sistema. É integrante de inúmeras associações internacionais e tem tido ativa participação em reuniões e encontros internacionais voltados para pesquisa, desenvolvimento e sustentabilidade da atividade florestal . Como presidente da SBS atuou buscando promover o intercâmbio e possível reconhecimento entre os sistemas de certificação florestal vigentes . Como atual Presidente da SBS não tem poupado esforços no fortalecimento da certificação florestal;

6- GARO BATMANIAN

Foi responsável pela organização e estabelecimento do Grupo de Trabalho – FSC Brasil ( integrado por representantes dos setores ambiental, social e econômico) para definir indicadores de manejo florestal , dentro dos Princípios e Critérios pré – estabelecidos pelo FSC internacional. Promoveu a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da criação do Conselho Brasileiro de Manejo Florestal- FSC Brasil. Membro do FSC internacional atuou buscando conciliar as perspectivas dos diferentes grupos de interesse..

7 – WALTER SUITER FILHO (in memorian)

Era coordenador do IPEF, quando participou da proposição dos padrões do CERFLOR e dos primeiros testes de campo para florestas plantadas. Era membro do FSC Internacional e participou da definição dos critérios do Princípio 10 –Plantações florestais –do FSC Internacional. Foi o primeiro coordenador do FSC Brasil, atuando como interlocutor do GT Brasil e estruturando a operacionalização do sistema em nosso país;

8 – CARLOS ALBERTO ROXO

Foi importante articulador e ativista institucional do setor industrial ligado às florestas plantadas. Com muita dedicação e competência, integrou diversos fóruns e associações nacionais e internacionais multi- stakeholders , inclusive como chairman. Foi dos profissionais de maior destaque e dedicação na preconização da sustentabilidade e responsabilidade social e ambiental do setor florestal e industrial. Teve papel significativo como divulgador do CERFLOR no cenário internacional, e foi grande articulador e defensor do reconhecimento mútuo de sistemas de cerificação florestal equivalentes. Reconhecido, em nível nacional e internacional como dos mais competentes profissionais em certificação florestal e na implementação de políticas empresariais em respeito aos princípios da sustentabilidade.

7 – MARIA TERESA REZENDE

Foi Secretária Executiva do CERFLOR desde a inserção do mesmo, em 2002, no Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade ( SBAC) até recentemente. Atuou pelo INMETRO , que é o órgão gestor do CERFLOR e o organismo acreditador oficial do governo brasileiro. Secretária da SCT – Sub Comissão Técnica de Certificação Florestal, no âmbito do Inmetro, que também tem a função de estabelecer os procedimentos e regulamentações específicos da acreditação , representou o CERFLOR com maestria perante o PEFC – Programme fo the Endorsement of Forest Certification Schemes;

8- RUBENS GARLIPP

Quando membro associado do FSC , participou do GT internacional que formulou os Critérios de Plantações Florestais do Princípio 10. No GT FSC- Br , atuou como um dos representantes do setor econômico. Colaborou intensamente para a consolidação do FSC no Brasil e sua convivência construtiva com o CERFLOR. Foi o grande responsável pela existência do CERFLOR. Deu vida, credibilidade e estruturação para seu funcionamento. Criou, articulou, desenvolveu e somou os mais diferentes interesses institucionais. Soube lidar com as limitações e dificuldades inerentes ao tema e sempre valorizou com ética e competência os mais distintos colaboradores. Participou da estruturação técnica e organizacional do CERFLOR, desde a implementando do convênio SBS x EMBRAPA para formulação dos padrões (P,C,I) de manejo florestal, de acordo com as características brasileiras. . Cuidou da integração do processo junto à ABNT- Associação Brasileira de Normas Técnicas- para elaboração das Normas Brasileiras (NBRs) de manejou florestal, cadeia de custódia e de auditoria florestal.

Foi o grande articulador e divulgador do CERFLOR junto às organizações e instituições governamentais, fóruns de discussões nacionais e internacionais ( FAO,ISO, ITTO, CDS-ONU). Coordenou e implementou o Projeto CERFLOR no Forum de Competitividade de Madeira e Móveis/ MDIC . Promoveu , com a colaboração das partes interessadas, a inserção do CERFLOR no SBAC -Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade – conduzido pelo INMETRO . Preparou a harmonização do CERFLOR para a filiação (2002) e para o reconhecimento internacional (2005) no PEFC – Programme for the Endorsement of Forest Certification Schemmes . Transformou sua vida profissional numa proposta de trabalho pelo desenvolvimento e valorização do setor florestal brasileiro;

9- PIETER PRANGE (in memrian)

Foi membro associado do FSC internacional, representante do setor econômico. integrante do primeiro GT de formulação de padrões FSC Brasil . Participou ativamente de reuniões nacionais e internacionais na defesa dos interesses da certificação. Um profissional exemplar e um modelo ético na luta pelos interesses institucionais das florestas plantadas do Brasil. Participou de entidades representativas do setor com dedicação e lições de credibilidade. Atuou como um dos primeiros auditores florestais de certificadoras internacionais ;

10- SERGIO AHRENS

Participante e colaborador ativo desde a concepção do CERFLOR e Integrante das Comissões de Estudo CEET/ ABNT e da SCT /INMETRO. Teve e tem importante atuação nas proposições e discussões das questões e requisitos técnicos e legais no âmbito do CERFLOR e do PEFC, no Brasil e no Exterior .Participou e continua participando das revisões e das revalidações do reconhecimento internacional do sistema pelo PEFC. Como membro da EMBRAPA FLORESTAS e por sua reconhecida competência profissional tem prestado significativa contribuição técnica em discussões polêmicas e mais sensíveis como desflorestamento, uso da terra, Código Florestal e outras questões legais e sociais;

11 – CELSO FOELKEL

Apoiador das iniciativas de manejo florestal sustentável, incentivador e divulgador da certificação florestal como instrumento de valorização do setor .Participou de GTs nacionais e internacionais e escreve sobre o assunto dando visibilidade ao tema ,em especial no Brasil e no exterior. Suas contribuições, sempre calcadas na experiência, bom senso e extrema capacidade técnica , foram incorporadas nas normativas e regramentos dos processos de certificação ;

12 – JOSÉ AUGUSTO de ABREU e MARIANA FELLOWS

Respectivamente , ex-Diretor da ABNT ,que colaborou na formatação do CERFLOR conforme os preceitos internacionalmente aceitos para o processo de elaboração das normas e de participação dos grupos de interesse ; Ex-secretária da CEET /ABNT e instrutora de cursos de formação de auditores florestais pelas normas do CERFLOR ;

13 – ANDRÉ GIACINI DE FREITAS

Foi Diretor do Imaflora e implementador de feiras com produtos florestais certificados no Brasil , objetivando dar visibilidade às práticas de bom manejo e produção florestal . Atuou como Diretor Executivo do FSC Internacional e foi exemplar profissional na execução de empreendimentos que valorizassem a certificação florestal com vistas à sua sustentabilidade;

14 – ROBSON LAPROVITERA ( in memorian)

Assumiu a coordenação técnica dos trabalhos da CEET/ABNT e foi incansável defensor da certificação dos produtos florestais brasileiros. Foi propositivo e pró-ativo nas discussões internas e no exterior, tanto sobre as revisões das normas técnicas do CERFLOR, como nas iniciativas para aprimoramento do processo PEFC;

A Comunidade de Silvicultura abre espaço para que mais colaboradores sejam lembrados e reitera os respeitosos cumprimentos a essa elite de profissionais,cujos trabalhos enriquecem, sobremaneira, a silvicultura brasileira!!!!!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Esta entrada foi publicada em Uncategorized. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.