O EXCLUSIVISMO DA PESQUISA FLORESTAL

A silvicultura brasileira atingiu a excelência tecnológica pela dedicação de renomados pesquisadores e apoio financeiro de grandes empresas. Num discurso para alegria geral da plateia, pode-se até falar em outros fatores, mas na “batuta mesmo”, o que valeu foi a integração das universidades com grandes empresas.

Essa foi, de fato, a alavanca que proporcionou o desenvolvimento da pesquisa florestal e consolidou a sustentabilidade das indústrias consumidoras de madeira. E os resultados dessas pesquisas, quase sempre realizadas em conjunto, fizeram com que a informação técnica se estendesse com facilidade e sem restrição. Todos sabiam e conheciam os problemas, limitações, avanços e a receita “do fazer bem feito”! E assim, a silvicultura chegou, onde chegou!

No entanto, esse quadro de ampla liberdade do conhecimento está se modificando nos últimos anos! Há inúmeras pesquisas científicas que se restringem a interessados, ou aos que financiam as pesquisas! Parece natural que existam privilégios aos financiadores de informações específicas, mas a preocupação é não deixar que esse exclusivismo se generalize. Conhecer a melhor forma de adubar para aumentar a produtividade e ser mais competitivo, é até aceitável. Mas, de repente, o controle de pragas e doenças, só vai ser possível com o engajamento daqueles que não tem a melhor fórmula de adubação! Enfim, há uma enorme diversidade de assuntos, com mais e menos razão para exclusividade e não dá para se evitar que isso aconteça.

Mas o importante é que não se deixe que o exclusivismo, atrapalhe a integração de esforços para eliminar problemas, cujas soluções sempre dependerão da participação de todos!  O combate às pragas e doenças é um bom exemplo para  reflexão!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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