Há muito se fala da falta de união ou de integração dos diferentes setores que se utilizam da silvicultura. Problemas de uns ou de outros são discutidos, vividos e até resolvidos, de forma isolada. Cada segmento cuidando de seus interesses. Essa postura foi sempre muito criticada, até por governantes, do outro lado do balcão, em inúmeras oportunidades. Nosso amigo e ex- Ministro do Meio Ambiente, José Carlos Carvalho, sempre enfatizou: “ o setor é economicamente forte, tem muita tecnologia, empresas competentes e empreendedoras, mas na hora de se fazer política, é sempre desunido e não se integra. E assim, perde toda sua importância e se fragiliza”.
Para muitos, esse é o melhor retrato da atual situação vivida pela silvicultura brasileira. Só para refrescar a memória : o setor de celulose cresce firme e forte e com méritos inquestionáveis; a siderurgia suspira, quase morta; chapas, como sempre, luta heroicamente ; grandes programas com espécies nativas prometidos ao mundo, continuam desconhecidos e dependendo da paixão de abnegados profissionais; a energia continua uma promessa para o futuro; as pesquisas já começaram a se aprofundar, mas na cozinha de cada empresa ; continuam muitas reuniões, encontros, etc., mas no comodismo das salas e no “clic digital”; entidades brilham no exterior pela competência de seus profissionais ; o produtor florestal continua, aos berros, reclamando do preço e da falta de reconhecimento de seus parceiros;…. enfim, é fácil perceber o rol de pendências!
E a mistura é grande: assuntos para o Ministério da Agricultura, Ministério do Meio Ambiente, Ciências e Tecnologia, Indústria e Comércio, e por aí vai…E como juntar tudo isso? E o pior: quem se atreve a juntar tudo isso? E aí, damos conta, de que vamos ter que procurar em diferentes locais os “cacos da silvicultura”: na Embrapa Florestas, no Ibama, no Chico Mendes, no Serviço Florestal Brasileiro, e em vários GTs encarregados de detalhamentos técnicos. O setor foi fatiado e há pedaços que precisam ser juntados em diferentes locais! Que tal, iniciarmos essa reconstrução setorial?
A Comunidade de Silvicultura estará juntando sugestões e comentários para que, oportunamente, haja possibilidade de uma melhor visão de todo o fatiamento existente e quem sabe? Identificarmos os caminhos para melhor discutir e encaminhar nossas necessidades! Não deixe de dar sua sugestão e fazer os comentários que lhe convier!!!!
