Juntando dados do que está acontecendo agora, e mais alguma coisa que é promessa para logo, dá para se ter uma ideia da estranha e complexa situação, em que está metida a silvicultura! A indústria de celulose brilha com aumentos de preços progressivos, metas audaciosas, mas arrasta um formato de suprimento de madeira nada modernizado! O Seu José vendia madeira para celulose aos mesmos valores atuais, há dez anos atrás! E são milhares de Josés reclamando, acabando com suas florestas e nenhum sinal de mudança!
Continua a falação ….. certificação, sustentabilidade….. Lá fora, em reuniões internacionais, as autoridades falam em muitos recursos disponíveis, criam regras e mecanismos para promover a proteção e plantios de mais florestas. É uma necessidade vital! Aqui, um contraste. Os assuntos são fatiados em diferentes Ministérios, Programas, Acordos, etc. e de concreto mesmo, nada! Surgem até decretos falando de diferentes assuntos, estabelecendo regras contrárias e não se percebe nenhuma movimentação de insatisfação! E o pior de tudo: nossas entidades representativas continuam “ silenciosamente “ caladas!
Mas para dar um toque de esperança, o nosso amigo Paulo Cardoso faz um “congresso online” repleto de apresentações brilhantes e mais de 10.000 interessados inscritos. Que contrastes! Esse “angu de caroço” com oportunidades para uns e desespero para outros, essa tremenda confusão entre os que decidem, a enorme dívida, que vai se acumulando pelos problemas não resolvidos e, acima de tudo, o “cheiro e a necessidade de mudanças” vai exigir muita reflexão, e “mexeção” de todos que desejam o desenvolvimento da silvicultura brasileira!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br
