TERCEIRIZAÇÃO: INDEPENDÊNCIA E QUALIDADE

A terceirização no setor de florestas plantadas apresentou significativas mudanças nos últimos anos. Apontam-se como causas principais: a chegada de novos investidores para produção de madeira e a redução dos programas de plantio dos tradicionais consumidores. Esse novo investidor –TIMOS e investidores nacionais – formaram empresas florestais, ou contrataram empresas de prestação de serviços com comprovada independência estrutural e tecnológica.

Dessa forma, a tradicional terceirização, caracterizada pela relação de total dependência entre contratado e contratante, foi se esvaziando. Surgia a terceirização do processo de produção de madeira e não mais de serviços específicos, com tudo definido: cronograma, receita do que fazer e preço. Com a crise instalada, por volta de 2008/9, a quantidade dessas empresas diminuiu, ainda mais. Uma pena, perdeu-se significativa força de trabalho e muita mão-de-obra experiente!

A terceirização da produção deu origem à empresas florestais com nova postura e responsabilidade. Administram todo o empreendimento, com organização e estrutura adequada, e acima de tudo, atentas aos resultados de campo. São parceiros ou sócios dos investidores. Resultando, daí, uma relação mais enriquecida e comprometida com o sucesso dos empreendimentos. E mesmo os executores “de receita pronta”, que conseguiram se manter, evoluíram profissionalmente.

Todavia, os que teimaram na total dependência do contratante, e não evoluíram na profissionalização, vão perdendo espaço, gradativamente. Aparentemente, ficarão limitados a serviços esporádicos, com ressalvas, improvisações e todo tipo de risco.

Os novos tempos vão exigir que a produção terceirizada seja independente e saiba se organizar, monitorar e controlar seus compromissos e responsabilidades. Vai se exigir empregabilidade de boa qualidade e, principalmente, comprometimento com resultados definidos. Será indispensável que o executor profissionalizado tenha mecanismos próprios para saber aplicar tecnologia no momento adequado para assegurar qualidade e produtividade das florestas.

Dessa forma, riscos e superações vão exigir, continuamente, mais experiência e competência profissional das empresas executoras. Pensar certo e fazer bem feito vai ficando cada vez mais, só na mão de quem faz. Se tudo isso se transformar em negociações justas e que realmente remunerem os interessados, será mais um importante passo para melhorias técnicas, sociais e ambientais da silvicultura! Merece destaque o fato de que empresas, com esse novo perfil, já estão se envolvendo em programas de pesquisas e até se certificando.

E assim vai se consolidando a nova filosofia de terceirização: independente em tudo que faz, e comprometida com tecnologia, profissionalização e resultados.

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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