O Eng. Florestal, que sempre nos questiona, quando colocamos nos textos alguma “coisa diferente” voltou a se manifestar. E, desta vez, de maneira bem objetiva: “vc falou em silvicultura diferente depois da crise! Cite 3 assuntos que deverão ser definidos e que podem mudar a silvicultura!”
Vamos lá. Parece-nos desnecessário dizer que a resposta pode trilhar caminhos alternativos, e virar uma novela com café requentado e bolo de fubá. Mas a pergunta foi precisa! Cite 3! E assim, o exercício fica bem mais difícil. Limitamo-nos a registrar só o que nos parece imprescindível para a vida da silvicultura. E dentro da nossa lógica, sujeita às críticas e pauladas dos amigos silvicultores:
– Promover e incentivar o uso de espécies nativas para programas de restaurações, com foco na produção e proteção da “nossa água de todos os dias”, e nos compromissos internacionais assumidos;
– Estruturar e implementar o Programa Nacional de Energia Verde, baseado na madeira de florestas plantadas para geração de energia;
– Definir a estrutura institucional para implementar e assumir a responsabilidade executiva dos programas estabelecidos.
Com certeza, vão dizer: “e isso e mais aquilo”?
A resposta é simples:” vão continuar se arrastando, como se arrastam, há anos. Judiam, mas não matam a silvicultura. Mas se não colocarmos essas novidades na praça, o sofrimento poderá ser fatal”.
Aliás, não estamos falando da silvicultura das grandes empresas. Essa vive muito bem, com vida própria e independência, e nem se preocupa com a saúde do vizinho!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br
