O FOGO NAS FLORESTAS E O MACACO EM GALHO DOS OUTROS!

Notícias de todos os lados mostram que estamos em chamas em inúmeros locais! Grandes áreas de florestas nativas, principalmente, nas regiões de cerrado, ardem sem dó! E lá se vão vegetais, animais, moradias, enfim…. perde-se tudo! E muitos dizem: “ é assim, todo ano”. Acabar com esse cenário desastroso parece uma luta sem fim, mas não dá para se aceitar, que continuemos a fazer discurso de “ mitigações climáticas” e não nos prepararmos, adequadamente, para proteger nossas reservas florestais.

Quem não conhece o tamanho dessa encrenca, é só fazer uma visita rápida, às áreas em chamas do cerrado de Minas, Tocantins, Mato Grosso, Maranhão, dentre muitas, e vai sentir os problemas gerados, e o tanto de florestas nativas, que viram cinzas! O desafio é gigantesco, e não dá para aceitar com naturalidade essa fogueira. É quase um crime! Vejam que paradoxo! – defende-se com razão e muita veemência, o desmatamento criminoso, e assiste-se, quase que passivamente, “às gigantescas queimadas”! Parece, que se aceita, sem muito alarde, o fogo! Devemos um cumprimento especial à forca, coragem e obstinação dos que se atiram de corpo e alma para salvar as florestas!

E esse ano, para agravar ainda mais o problema, estamos tendo notícias de grandes áreas de florestas plantadas no meio do fogo. E dessas florestas, não se esperava tanto fogo! Não há empresa florestal, que não conheça o risco e a forca desse inimigo. Talvez alguns abusem e queiram fazer algumas economias em medidas preventivas. É aí, que mora o perigo! Ele chega e acaba com tudo. Aquelas economias em manutenções e limpezas, prevenções e outras medidas de proteção, se tornam insignificantes, diante dos estragos!!! E não adianta culpar e nem lamentar o “ leite derramado “. Só resta torcer para que as lições desastrosas sirvam de orientação para os anos seguintes! Essa luta faz parte da vida dos florestais e vai existir todos os anos! E a madeira perdida não é reposta. Vira cinza!

Nas escolas florestais, todos aprendem a cuidar desse perigoso inimigo, mas na prática, muitas vezes, alguém que nunca viu fogo em floresta, exige economia e redução de custos nos serviços de proteção, e desarma o florestal! E daí, o desastre é certo! Infelizmente, é a história do macaco, que não respeita o galho do outro!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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