Quem acompanha as informações do setor encontra notícias interessantes e, em sua maioria, muito positivas: reuniões nacionais, encontros internacionais, os benefícios das florestas plantadas para mitigações climáticas, o mercado de celulose e papel em expansão, novos produtos, os preços de celulose em discussão para eventuais aumentos, novas tecnologias… e por aí vai. Realmente, é o mundo de sucesso das grandes empresas. De outro lado, nada ou muito pouca informação a respeito das dificuldades vividas pelo setor: madeira sobrando em algumas regiões, faltando em outras, preço sempre, lá em baixo, viveiros paralisados, programas de plantios reduzidos, incidência de pragas, e …!
Sem nenhuma dúvida, são mundos diferentes. Mas constituem a mesma silvicultura! São mundos que, aparentemente, não se conhecem. As diferenças são gritantes, e dá a sensação de que só o longo prazo, vai trazer solução! E isso pode ser desastroso para nossa silvicultura e para um punhado de profissionais colocados, todo ano, no mercado de trabalho! Mas há perspectivas, que podem criar grandes oportunidades e que precisam ser mais discutidas e concretizadas. Com certeza, darão vida à silvicultura brasileira! Nessa linha, dentre outros, temos que destacar a possibilidade de se desenvolver os programas para uso da madeira para fins energéticos e os programas de revegetação com nossas espécies nativas! A energia é uma necessidade de sempre e para sempre, e a revegetação é uma dívida que o Brasil assumiu com o mundo! Estamos diante de compromissos que não devem e não podem ser esquecidos e que demandarão muitos serviços.
E muita gente, já diz que estamos atrasados no encaminhamento de tais desafios!!! Sem muita conversa, reiteramos nossas preocupações e esperança, de que esses assuntos entrem, o mais breve possível, na pauta de nossos governantes, e se tornem realidade! Talvez seja a melhor alternativa para se chegar no longo prazo, preparados para se enfrentar as encrencas que virão!
