A DIVERSIFICAÇÃO DA SILVICULTURA BRASILEIRA!

A silvicultura está para muitos, entre as mais importantes atividades rurais ligadas à natureza! Tem forte relação com aspectos sociais, ambientais e econômicos e nos tempos modernos tem tudo a ver com a vida das pessoas – é a ciência das árvores, peça fundamental para se evitar grandes problemas climáticos. Há quem diga, que essa vai ser a grande bandeira da silvicultura para o futuro. Dar mais vida ao planeta e produzir bens nobres! E o Brasil convive com interessante paradoxo: temos a silvicultura do metro cúbico, feita com espécies exóticas – eucalipto e pinus – campeã da produtividade e competitividade. E é referência para o mundo! E ao mesmo tempo, temos a mais rica biodiversidade do planeta, com milhares de espécies arbóreas, quase sem nenhuma expressão. Para todos, um potencial imensurável em “repouso”.

Essa riqueza da natureza, ainda não teve a devida atenção de nossos governantes. Há de se admitir que o sucesso da silvicultura do metro cúbico deve muito ao interesse econômico atrelado à produção da madeira. No entanto, essa silvicultura tornou-se refém dos grandes consumidores e transformou o produtor florestal num desesperado dependente. A silvicultura do metro cúbico, anulou a silvicultura das espécies nativas. Por inúmeras razões, mas anulou! É quase proibitivo falar-se em empreendimento florestal, que não seja do metro cúbico, ligado ao mercado de produtos globais! No entanto, nos dias atuais, as dificuldades de mercado estão exigindo mudanças! Tudo muito oportuno! O metro cúbico saturou-se e pode até exigir crescimento mais moderado da silvicultura do eucalipto e do pinus.

Será que não seria o momento de se pensar numa silvicultura com mais vida, com mais objetivos, com mais variações, com mais espécies, com mais produtores, com mais consumidores, com mais produtos e com mais independência? Lembrando o que dizia o saudoso Eng. Paulo Kageyama, que se dedicou de “corpo e alma” ao assunto – “ precisamos dar mais atenção às nossas espécies nativas. Só assim, iremos alavancar, de fato, a silvicultura brasileira”. E aproveitando sugestões do grande amigo – Admir Lopes Mora – “ temos iniciativas muito interessantes e que precisam ser conhecidas e divulgadas. Não estamos na estaca zero, mas não se divulga os trabalhos, que estão sendo desenvolvidos “ e completou – “há muita gente competente, trabalhando com espécies nativas, mesmo com toda falta de recursos para mais pesquisas e divulgação de seus estudos. É uma pena, deixar que tudo isso fique sem o devido conhecimento dos interessados”.

A Comunidade de Silvicultura registra os oportunos comentários do Eng. Admir e reitera a importância de se encontrar os meios adequados para divulgação dos trabalhos em desenvolvimento.

E deixa para reflexão a sugestão do próprio Eng. Admir – Que tal a elaboração de uma publicação, que mostre o desenvolvimento e as informações, que estão sendo geradas pelos trabalhos, em andamento, com nossas espécies nativas?

Com quem fica a palavra???????

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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