E DE NOVO, SEM CHUVA, SEM ÁGUA E SEM FLORESTA!

A seca de 2015/2016, principalmente, nos estados, como São Paulo, onde o problema da falta de água, atingiu a torneira de muita gente, trouxe uma preocupação especial – há necessidade de se recuperar nossas florestas, que protegem e sustentam o abastecimento de nossas represas! E surgiram programas, planos disso e daquilo, e muita gente mobilizada para não deixar que as torneiras se enferrujem para as próximas gerações. E para animar ainda mais o assunto, anunciavam-se os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil para restaurar e reflorestar um “mundo de área”.

Desconfiava-se, e muita gente apostava que teríamos uma nova alavancagem na silvicultura brasileira. Afinal das contas, isso tudo ia exigir muitos plantios, mais viveiros, mudas de espécies nativas e até, os mais otimistas – e me incluo nesse grupo – acreditavam que o assunto de espécies nativas ia pegar! Mas chegaram as chuvas e o cenário mudou!

Não dá para dizer que nada foi feito! Mas dá para se afirmar, que o que se fez é quase insignificante, diante de tamanha necessidade. A lição daquela seca não foi suficientemente assustadora para alavancar a silvicultura, de fato! Nada de políticas públicas, nada de recursos para mais pesquisas. Os trabalhos existentes tiveram continuidade pela consciência e responsabilidade dos “de sempre” – os mesmos profissionais, as mesmas empresas, enfim… os mesmos interessados. E há muita coisa interessante em andamento! É só conhecer o que se faz na SOS- Mata Atlântica, na Coalizão Clima, Agricultura e Floresta, dentre outras.

E a seca está de volta, os reservatórios já estão dando sinais de exaustão e o pior é que não se vê nada de concreto com respeito a políticas públicas para que o assunto sobre restaurações, reflorestamentos com espécies nativas, compromissos governamentais para recuperação de áreas degradadas, proteção de nossas nascentes, etc. E ainda – quem são os responsáveis governamentais pelo assunto? E o mais grave – não é problema só de São Paulo. É preocupação para muitas regiões brasileiras!!!!

E cabe mais uma preocupação: é assunto da silvicultura, que está no Ministério da Agricultura, ou do Serviço Florestal, que está no Ministério do Meio Ambiente?

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – gestão e serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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