Com os incentivos fiscais de 1966 ………………… Os comentários serão sempre muito bem vindos!!!!
_______________________________________________
Comunidade de Silvicultura – 3;
OS AVANÇOS TÉCNICOS E AS POLÊMICAS DA SILVICULTURA
Data /5-06-2017
.
Em conversa com amigos e profissionais do setor, tivemos oportunidade de trocar impressões a respeito de tema interessante e oportuno para ser compartilhado com amigos da Comunidade de Silvicultura. Procurávamos identificar os avanços técnicos iniciais, que impactaram a produtividade das florestas e as questões herdadas do período de incentivos fiscais, que causaram grandes preocupações ao setor. Quanto aos avanços, a identificação foi bem simples: sementes de melhor qualidade e adubação dos plantios. Em termos médios, foi só pequena adubação no plantio e usar sementes de melhor qualidade e saímos de 15 a 20 metros cúbicos/ano e saltamos para 30. Já se falava em valores maiores nas empresas de maior nível tecnológico.
.
Lá se vão, quase 40 anos e, em termos médios, estamos patinando nos 35-40. Depois de tantas pesquisas e experimentações, ainda restam muitas dúvidas a serem esclarecidas para definição dos melhores materiais genéticos e uso de processos nutricionais mais eficazes. Há quem diga que mais de 30 % de todo o recurso de empresas e instituições de pesquisas foram alocados nessas direções. E mais livros publicados, teses e milhares de trabalhos técnicos divulgados! Os níveis de produtividade, que animam muito o setor, só se viabilizam, quando se consegue perfeita integração de conhecimentos científicos , experiência profissional e condições edafo-climáticas. Nessas condições são alcançadas produtividades “de cair o queixo”, acima até de 45/50 metros cúbicos/ha/ano. São, de fato, produtividades espetaculares!
.
E quanto às encrencas, também não houve tanta discussão. Foi só seguir o rastro dos questionamentos mais recentes e a identificação estava feita: a floresta de eucalipto que “ seca o solo”, e o famoso “deserto verde” promovido pelas monoculturas. Aqui, no entanto, o quadro mudou muito! De vez em quando, uma ou outra voz solitária se levanta, mas as antigas pressões foram bem arrefecidas. Nada de milagre!
.
Foi o resultado de maior respeito à legislação, de mais proteção e cuidados com as nascentes e recursos hídricos, com a formação de corredores ecológicos e mais divulgação de informações técnicas e realizações.Nos dias atuais, a lembrança “do deserto verde” parece preocupar, até mais, aos próprios silvicultores, em função de eventuais ataques de pragas e doenças, do que antigos e fervorosos ambientalistas. Há de se registrar também a grande contribuição que os processos de certificação florestal prestaram ao desenvolvimento da silvicultura, exigindo maior preocupação com as necessidades técnicas, ambientais e sociais. Dessa análise, parece que ficaram interessantes lições:
.
– a ciência florestal é vasta e riquíssima, mas saber usar, interpretar e integrar as informações disponíveis é arte para “gente do ramo”;
.
– é muito difícil generalizar-se os procedimentos silviculturais, e daí, a enorme variabilidade de resultados para mesmos procedimentos;
.
– a garantia e segurança de bons resultados vai sempre depender de informações técnicas locais, e acompanhamento de pesquisas e experimentações;
.
– acima de tudo, vale muito a experiência e competência dos profissionais para saber interpretar as condições de campo e monitorar os procedimentos operacionais.
.
No final da conversa, alguém fechou: “é só observar que as empresas que apresentam boas produtividades possuem, entre seus colaboradores, profissionais experientes e muito competentes”. E não adianta teimar!
.
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br
