Dr.José Luiz Stape, engenheiro agrônomo e florestal, nasceu em Tatuí, em 1962, iniciou sua vida estudantil na medicina e foi concluir seus estudos de formação no curso de Engenharia Agronômica na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” – ESALQ/USP,em 1985,como o melhor aluno da turma. No ano seguinte,1986, formou-se, também em Engenharia Florestal. Uma vida rica de trabalho, muita dedicação, amizade e responsabilidade. O Dr. Celso B. Foelkel, em sua maravilhosa homenagem prestada ao Eng. Stape em – Eucalyptus OnlineBook, de abril de 2008 – quando trata de – Os amigos do eucalipto – o brilhante amigo e cientista, dá um toque de admiração e carinho aos dados da vida profissional de nosso homenageado e que estamos tomando a liberdade de compartilhar. Diz, respeitosamente, o Dr. Celso:
”Dr. José Luiz Stape é um dos grandes nomes da moderna silvicultura brasileira. Sua contribuição científica acerca das plantações de eucaliptos em termos de sua fisiologia, manejo, seqüestro de carbono e eficiência de uso de luz, água e nutrientes tem sido notável. Além de sua considerável vocação para a ciência, Dr. Stape é também um grande educador, não apenas de seus alunos na ESALQ/USP, mas de agrônomos, técnicos agricultores e sociedade em geral. Tem sempre colocado forte ênfase em temas de extensão e educação, dando assim importante contribuição para que a sociedade possa entender cada vez mais sobre os eucaliptos, suas florestas, suas utilizações e as sobre as formas de minimizar impactos e otimizar performances”. E adiante, na mesma publicação: “…é um dos grandes cidadãos da ciência da eucaliptocultura mundial”.
E sobre sua passagem pela Ripasa, comenta, o Dr. Celso: “ Antes de iniciar sua carreira como professor universitário na mesma ESALQ onde se formou, trabalhou como engenheiro de pesquisa florestal nas empresas Eucatex e Ripasa. Nessa última, fez parte de uma das mais renomadas equipes da silvicultura brasileira, onde compôs-se com Nelson Barboza Leite, Edson Balloni, Edson Martini, Arnaldo Salmeron, Rubens Trevisan, Ubirajara Brasil, Ademir Cunha Bueno, Lineu Wadouski , José Zani Filho, Carlos Alberto Guerreiro e Pablo Vietz Garcia, dentre outros. Realmente, uma equipe de peso e cujos profissionais muito contribuíram e têm contribuído para o sucesso da silvicultura brasileira. Durante seu tempo na Ripasa, teve a autorização para fazer seu curso de mestrado em agronomia na ESALQ, sob a orientação do grande professor Humberto de Campos”.
Já nos anos 90, juntamente com seus colegas José Zani Filho e Carlos Alberto Guerreiro, montou uma empresa de consultoria, denominada GSZ, atuando como técnico e empresário. E no ano de 1995 passou a ocupar a vaga de professor de silvicultura da ESALQ/USP no lugar do professor, que se aposentava, Dr. João Walter Simões. Era ,de fato, o início de brilhante carreira de professor, pesquisador, orientador, e acima de tudo, “um apaixonado silvicultor”.
Tem sido um entusiasta da intensa e aplicada vida estudantil e sempre cercado por alunos e orientados, que nunca deixaram de ter sua atenção, orientação e “verdadeira amizade”. A partir de 1996 formou o Grupo Florestal Monte Olimpo (GFMO), cujo lema é vivenciar a silvicultura com ciência e visão futura. Mais de 200 alunos atuaram nesse Grupo Florestal e tiveram oportunidade de vivenciar a realidade da vida profissional. Para muitos é um excelente exemplo de “oficina para preparar e treinar talentos”.
Nos anos de 1998, até 2002, realizou seu doutorado na área de ecofisiologia florestal na Colorado State University, com a tese – “Production ecology of clonal Eucalyptus plantations in Northeastern Brazil”. E com toda a experiência adquirida tornou-se renomado pesquisador, em nível internacional, sobre ecofisiologia, balanço de carbono, utilização e a eficiência do uso da água, luz e nutrientes. A riqueza de conhecimentos agregada aos procedimentos operacionais é, para muitos, incalculável, e consolidou as bases para o desenvolvimento de uma silvicultura sustentável!
Atuou diretamente com o Instituto de Pesquisas e Estudos florestais (IPEF), em diversos projetos e programas, além de pesquisas com plantações de nativas e recuperação florestal, quase sempre em parcerias com instituições nacionais e internacionais.
Trabalhou até 2008 como Professor da ESALQ/USP, e foi convidado pela North Carolina State University para assumir o cargo de professor de silvicultura e solos florestais e a codireção da Forest Productivity Cooperative (FPC). Durante este período, sua atuação teve destaque na implantação de Eucalyptus resistentes ao frio nos Estados Unidos. No ano de 2015 retorna mais uma vez ao Brasil, agora como gerente de tecnologia da Suzano e professor de pós-graduação da Esalq/USP e Unesp. Com certeza, é mais uma significativa colaboração, que a empresa presta à silvicultura brasileira.
Como professor, Stape orientou diversos alunos, formando um exército de excelentes profissionais, que receberam sua inspiração e que atuam com muito sucesso no mercado de trabalho. Sua dedicação pelo trabalho e paixão pelas florestas são exemplos para muitos. Em sua rica carreira profissional publicou livros e centenas de trabalhos científicos. Participou de inumeráveis cursos, reuniões nacionais e internacionais. É um dos mais expressivos representantes de uma silvicultura moderna e sustentável, com base em dados científicos e onde a biologia e a matemática se complementam.
A Comunidade de Silvicultura sente-se honrada em poder prestar essa homenagem ao amigo, ao cidadão e a um dos maiores silvicultores do Brasil e do mundo!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br
OBS: Para a elaboração do texto foram utilizados dados da publicação de Celso Foelkel – Celulose Online, de abril de 2008 – Os amigos do Eucalipto e das contribuições de Rafaela Lorenzato Carneiro, como representante da AEI – Associação dos ex-integrantes do GFMO – Grupo Florestal Monte Olimpo .
