Com os incentivos fiscais de 1966 ( Lei 5106 ), a silvicultura brasileira se transformou numa atividade de grande impacto econômico, social e ambiental. Já se vão mais de 50 anos. E a partir desse marco muitas coisas boas e ruins marcaram a silvicultura brasileira. E muitas coisas ficaram no esquecimento.
É, no mínimo, oportuno e interessante, lembrar de episódios que deixaram marcas indeléveis no setor. Registraremos uma relação de marcos para reflexão! É bom lembrar que o conhecimento da história evita a repetição de erros e possibilita a multiplicação dos bons exemplos. A Comunidade de Silvicultura terá uma sequência de registros, com título e datas para facilitar o acompanhamento:
Comunidade de Silvicultura;
Assunto;
Data.
De tempos em tempos, teremos uma postagem e gostaríamos de receber contribuições de nossos amigos silvicultores. Tudo simples e com abordagem bem sucinta. Nada de trololó! Objetivo e provocativo!
Os comentários serão sempre muito bem vindos!!!!
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Comunidade de Silvicultura
IBDF e os incentivos fiscais
31-5-2017
O IBDF, que sucedeu, o Instituto Nacional do Pinho, centralizava toda a política florestal brasileira. O Departamento de Reflorestamento, coordenava a política de incentivos fiscais. O IBDF era vinculado ao Ministério da Agricultura. Mais de 2000 empresas tinham o registro para atuarem como “empresas de reflorestamento”. Os programas anuais giravam em torno de 300/350.000 ha/ano. Quase tudo com eucalipto e pinus. Cerca de 1% dos plantios era realizado com espécies nativas, e até algumas frutíferas faziam parte das espécies incentivadas.
Os incentivos foram extintos em 1987, depois de inúmeras modificações na legislação. Ao término do incentivo falava-se em área plantada em torno de 4 milhões de ha. Muitos erros, falta de fiscalização, mas o saldo foi extremamente positivo. Consolidavam-se as bases da indústria florestal brasileira. Para muitos, foi o segmento incentivado que trouxe mais benefícios sociais e econômicos ao país. Mas deixou muitas polêmicas para serem resolvidas!
Na década de 70, eram 7 escolas e em 2015 temos 71 cursos de engenharia florestal. Formavam-se menos de 100 engenheiros florestais ou agrônomos silvicultores por ano. Atualmente, formam-se mais de 1000 engenheiros todos os anos!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br
