PRAGAS E DOENÇAS: A NECESSIDADE DE ESFORÇO CONJUNTO!

 

Na reunião do IPEF, que participamos no dia 27 de abril, tivemos oportunidade de conhecer os inúmeros programas de pesquisa que estão sendo desenvolvidos pelas empresas associadas. Indiscutivelmente, uma riqueza de informações! Um patrimônio imensurável, que pode garantir a competitividade da silvicultura por muito tempo. Há muito a evoluir e, aparentemente, as bases científicas se encontram consolidadas. Um excelente trabalho que vem sendo construído há muitos anos. Ficou evidente, no entanto, que algumas pesquisas originam-se de demandas que transcendem as relações de cada associada com o IPEF. São problemas que podem afetar a todos e precisam do engajamento de todos para que se possa dar o devido encaminhamento a essas questões.

É o caso da proteção desse rico patrimônio florestal brasileiro contra ataques de pragas e doenças! Há algum tempo, renomados silvicultores tem- se mostrados preocupados com essa questão. O Dr. Rensi, um profissional de grande respeitabilidade, com certa frequência, lembra do recado que o Dr. Pryor – antigo pesquisador da Austrália, dizia, com muita insistência – “ O Brasil está trabalhando com uma base genética muito pequena. Isso pode causar, a qualquer momento, um grave problema.

Há necessidade de se ampliar a base genética da silvicultura brasileira”. E o interessante, lembra o Dr. Rensi – “ já se foram quase 50 anos, e as coisas não mudaram muito. Aliás, aumentou-se de forma significativa a quantidade de áreas plantadas e sem tantas modificações no material genético”. E ele, sempre, conclui – “ será que esse pessoal está esperando que aconteça algum desastre para depois acordar?”

Face à dimensão das eventuais dificuldades e à importância socioeconômica, que a silvicultura já representa para muitas regiões, a Comunidade de Silvicultura apresenta o tema para reflexão! E aqui, como foi lembrado, na reunião do IPEF, não vai adiantar nada a pesquisa isolada desta ou daquela empresa. Vamos precisar do esforço e das pesquisas de todos! Essas são pesquisas que transcendem os objetivos e a missão do IPEF. A silvicultura brasileira precisa dessa segurança!

Essa é uma necessidade de todo o setor de base florestal e casos, como esse, precisariam ser pensados como estratégia de Governo!!!!!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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