SILVICULTURANDO-SE

Assuntos para reflexão e sugestões!
1- E o Congresso Florestal Brasileiro?
Por muito tempo, foi o maior evento do setor. Sempre, as grandes decisões, que mudaram rumos ou que consolidaram oportunidades, tiveram a chancela do Congresso Florestal Brasileiro, realizado sob a tutela da SBS – Sociedade Brasileira de Silvicultura, em parceria com a Sociedade Brasileira dos Engenheiros Florestais. Os resultados foram sempre positivos: avanços tecnológicos mostrados pelos renomados pesquisadores; inovações empresariais ; reivindicações de estudantes ; participação efetiva das universidades ; das instituições governamentais, etc. Os Congressos Florestais sempre produziram resultados estratégicos importantes! Será que não estamos no momento de nos preparar para um evento dessa natureza? e que possa contar com o apoio das grandes autoridades do setor: universidades, lideranças empresariais e governamentais? Com a palavra as entidades representativas do setor!

2- E as novas fronteiras da silvicultura?
Há alguns anos atrás, a moda era a corrida para as novas fronteiras – Tocantins, Piauí, Maranhão, oeste da Bahia, etc. Alguns empreendimentos surgiram e se consolidaram. Outros foram até determinado ponto e pararam…. Enfim, para muitos, que não acompanham o desenvolvimento da silvicultura, fica a sensação de que essas novas fronteiras sumiram…… Tremendo ” fogo de palha”! Cada caso tem suas particularidades, mas aspectos negativos se somaram e criaram enormes dificuldades para continuidade de alguns empreendimentos: a grande crise econômica, aliada aos frustrantes resultados iniciais , talvez possam ser apontados como os principais aspectos que arrefeceram o entusiasmo dos mais interessados. Mas cabe a pergunta: ainda vale pensar em novas fronteiras? Para muitos essa resposta vai depender de outras indagações : A-Os setores industriais de base florestal vão continuar crescendo?
. B- Os empreendimentos que tiveram continuidade mostraram indicadores convincentes para se formar florestas com sucesso?
São essas perguntas que precisam ser devidamente analisadas. Algumas regiões, realmente, por total falta de condições edafo-climáticas não terão chance de serem aproveitadas. Mas muitas, com certeza, vão se constituir, de fato, em importantes fronteiras da silvicultura brasileira. No entanto, há de se concentrar muitos esforços em pesquisas e experimentações. Há dados, que mostram a viabilidade de se formar floresta com material genético bem selecionado e procedimentos silviculturais adequados às condições regionais. O estado do Maranhão já é uma realidade e o Tocantins é exemplo típico de região com grande potencial para desenvolvimento.
No entanto, isso só será realidade na medida em que se avancem com pesquisas e experimentações. Há sinais concretos e animadores, de que é possível se fazer silvicultura e com sucesso na região. Se os setores industriais continuarem a crescer, o aproveitamento dessas regiões será inevitável! Avancemos com as pesquisas e experimentações e lá na frente, com certeza, a silvicultura vai agradecer!

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Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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