A silvicultura brasileira, nos últimos 50 anos, teve mudanças significativas. Mas nos dias atuais, está estagnada! É bom conhecer um pouco da história! Ouvimos de um grande amigo: “precisamos falar das dificuldades que enfrentávamos e que, com tanta facilidade, eram resolvidas” e completou : “Hoje tudo é mais complicado. Tudo precisa de reuniões, conforme esse ou aquele interessado. E ninguém decide nada!”. E lembrou: “o Dr. Helládio passava a mão no telefone, ligava para dois ou três diretores e estava tudo encaminhado”.
Dessa forma rápida e rasteira, passamos de 20 metros cúbicos para quase 35 metros cúbicos/ha/ano. Daí para frente, estamos dando pique no lugar! Os tempos são outros, com novas tecnologias, sofisticados sistemas de controle, mas nenhuma mudança significativa. Há dúzias de detalhes e melhorias, mas o “ arroz e feijão dos 35” , ainda é o grande alvo, e é privilégio de poucos! As encrencas com legislação?
Algumas reuniões, juntava –se na SBS, elaborava-se um documento conjunto e estava feito o pleito do setor! Hoje? Nem imagino como fazer isso! e muito menos para quem levar em Brasília! Discutir as reivindicações do setor! Não sabemos dizer onde. Talvez tenhamos que deixar na mesa de algum deputado…. e boa! E o que está faltando? Um ditado antigo dizia: “ em casa que falta pão, todo mundo discute, mas ninguém tem razão”.
Será que essa paradeira toda, é fruto do preço da madeira, ou sinal de que, de fato, o setor está encolhendo? Será que não está passando do momento de se organizar alguma mobilização conjunta, e promovermos uma chacoalhada na nossa silvicultura? Como fazer e com quem, é outra conversa! Primeiro é preciso que acordemos!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br
