SERGIO MORO E O REFLORESTAMENTO

Existe uma preocupação geral com o que pode vir amanhã ou depois de amanhã…… A vassoura passa aqui e ali. Reclamações, mas muito mais calorosos aplausos! Aposta e grande torcida para que as coisas se definam sem retrocessos. Com certeza, teremos um país diferente, depois dessa novela, ainda sem final à vista! E a silvicultura onde entra nisso? Continuamos esperando que políticas públicas definam novos rumos à silvicultura brasileira. Enquanto isso, parece que todo mundo está encolhido. 


O problema é que essa “paralização silenciosa” pode trazer reflexos negativos, lá na frente. De consolo, temos algumas iniciativas interessantes:

1- No Paraná, a APRE e a ABIMCI estão se movimentando. Discutindo medidas que favoreçam e criem condições para o desenvolvimento da atividade. O plantio de pinus está se arrastando e pode trazer reflexos à indústria madeireira no futuro. A floresta de pinus tem peso significativo na economia estadual e as empresas estão se ajeitando!

2- Há informações de que na Bahia o fomento está sendo bem sucedido. Essa é uma notícia maravilhosa! O pequeno e médio produtor continuam acreditando na silvicultura!

3- A Coalizão Brasil Clima Florestas e Agricultura, uma entidade sem fins lucrativos e que não depende de Governo, está desenvolvendo inúmeros trabalhos com espécies nativas. É esforço de profissionais e empresas que acreditam no potencial da silvicultura brasileira. Mistura competência, criatividade e sensibilidade pelos valores sociais e ambientais;

4- No Mato Grosso do Sul, o Painel Florestal está liderando reuniões técnicas e de negócios com vista ao desenvolvimento do setor. Fala-se na presença de mais de 1000 profissionais aos encontros que acontecerão nos dias 28,29 e 30 de março!

São demonstrações de que o setor depende pouco do Governo. Mas, infelizmente, há pendências inevitáveis! E só para lembrar: lá trás, o incentivo fiscal para reflorestamento, que criou a base inicial de sustentação da indústria florestal do Brasil foi, justificadamente, extinto por distorções na aplicação de recursos financeiros. Foram anos, até que as coisas se acertassem!

Não querendo justificar os erros do passado, vale uma comparação: todo o recurso dispendido em mais de 20 anos de incentivo fiscal com todas as criminosas distorções, foi dinheiro para “café de boteco”, perto dessa lambança descoberta pelo Sergio Moro!

E o que deu certo já devolveu, em impostos, algumas vezes tudo que foi aplicado, além de milhões de empregos criados!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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