“Há necessidade de muita coisa, mas a falta de discussões conjuntas das grandes questões, que afetam a silvicultura, o isolamento e a independência de alguns protagonistas, preocupa”! Foi assim, que um grande amigo e empresário do setor, respondeu, quando indagamos –“o que o senhor apontaria como principal diferença entre os tempos lá de trás e a modernidade atual”! Na continuidade de nossa conversa, e com mais detalhes, comentou-se de inúmeras questões resolvidas em conjunto.
A tecnologia se desenvolveu graças aos trabalhos das empresas com as universidade e às grandes regiões conjuntas do IPEF,SIF, dentre outras instituições. Cada encontro de 50,60 profissionais era uma aula coletiva e diversos procedimentos silviculturais se alteravam no outro dia, em muitas empresas. A legislação, sempre complexa, foi se ajustando com as reuniões em diferentes entidades e na Sociedade Brasileira de Silvicultura – SBS. Não havia segredos! Tudo era compartilhado sem nenhuma dificuldade. E não havia internet! Era o interesse profissional e o comprometimento com o desenvolvimento do setor que fazia a “roda girar”. Nenhum assunto ficava solto à espera de solução espontânea! E vejam quantas questões estratégicas, nos dias atuais, saltam daqui e dali e ninguém resolve e nem se discute nada!
Há iniciativas, quase heroicas, mas muito aquém das necessidades do setor. Parabéns ao Painel Florestal, Mais Florestas, IPEF,SIF,EMBRAPA, dentre outras, que fazem grande esforço para manter vivo o interesse em reuniões e discussões setoriais. Há assuntos soltos que precisam de discussões, colaborações, e decisões conjuntas. O uso da madeira como alternativa energética, os compromissos brasileiros nas discussões de Clima, dentre outros, são exemplos de temas que exigem reuniões, discussões e participação dos interessados.
No meio da conversa citou- “ há movimentos que precisam ser divulgados, ampliados e integrado à vida da silvicultura. A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura é um ótimo exemplo de trabalho muito competente, que precisa de divulgação para enriquecer ainda mais a silvicultura brasileira”. E completou –“ com divulgação vamos juntar mais produtores florestais, em torno dessa filosofia de trabalho”! No final da conversa ficou um recado –“ o setor só cresce, e se sustenta, com mais produtores, mais participação e mais discussões dos assuntos que interessam a todos”!
