A SUSTENTABILIDADE PRECISA SE SUSTENTAR!      

 

A silvicultura brasileira – do eucalipto e pinus – nos últimos 50 anos, na pior das hipóteses, dobrou a produtividade. Saímos de 15/20 e passamos a 30/40 metros cúbicos /ha/ano, somaram-se os avanços sociais e ambientais e os discursos  passaram a destacar  “ a  tal de sustentabilidade”. E a preocupação passou a ser a consolidação  do estágio alcançado. Antes que o modelo se desgaste, cabem algumas  reflexões:

  • Essa sustentabilidade está muito ligada aos grandes consumidores. Na maioria desses casos, a conta é paga pela indústria. Assim, a vida fica mais fácil. E agregar valores sociais e ambientais só vai depender da competência dos profissionais que tocam esses programas. E há gente brilhante dedicada ao tema.
  • Há de se encontrar mecanismos que estimule a participação de mais produtores na cadeia de produção. Vai ser desastroso esperar que o tempo resolva essa encrenca. Lá na frente, o exército de inimigos da silvicultura pode cobrar caro, qualquer mudança de posição!
  • A silvicultura precisa encontrar a forma de se integrar, verdadeiramente, aos movimentos de mitigações climáticas. Valorizar pesquisas e estimular plantios com espécies nativas parece ser a forma de maior visibilidade. Mas não pode ser só uma pitadinha! Isso custa e muito. E não dá para ficar só na disposição e idealismo de apaixonados silvicultores. Esse assunto precisa virar negócio!
  • A liberação de áreas para estrangeiros pode impactar o setor florestal. Se não houver políticas públicas adequadas, o impacto pode ser negativo. E os interessados estão chegando….
  • Se essas questões dependessem só da iniciativa privada, com certeza, seriam resolvidas. Mas há casos em que a participação governamental é essencial. E o momento não é nada favorável!
  • Duas certezas: a tecnologia avança – só depende das empresas; a silvicultura não é só metro cúbico!

Com essas e outras, fica a impressão de que manter a sustentabilidade é tão difícil, quanto chegar até ela. E aqui, o silvicultor de bota ajuda, mas não resolve! Os cumprimentos da Comunidade de Silvicultura aos que  se dedicam de corpo e alma na valorização dos valores sociais e ambientais da atividade!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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