O Brasil é o campeão da produtividade florestal. E é imbatível! Até aí, nota 10, com faixa, hino e taça! Mas vamos aos atalhos: nossa silvicultura está no Ministério da Agricultura – quer dizer, qualquer discussão disso ou daquilo e lá na Agricultura. Mas o Serviço Florestal Brasileiro, que está no Ministério do Meio Ambiente não tem nada a ver com as florestas plantadas! No final de janeiro deste ano – 2017, foram publicados dois Decretos – Decreto nº 8.972, de 23 de janeiro de 2017 e| Decreto nº 8.975, de 24 de janeiro de 2017 – que tratam da recomposição da vegetação nativa e da estrutura regimental do Ministério do Meio Ambiente, respectivamente.
Esses decretos juntaram tudo que há de novidades, necessidades e oportunidades em termos de clima, recuperação de áreas degradadas, plantios de espécies nativas e mais um punhado de assuntos silviculturais e disseram – isso tudo é conosco, e levaram tudo ao Ministério do Meio Ambiente!
E agora? Como fica a silvicultura – essa que é campeã de produtividade e que precisa de arranjos?
Se tiver tempo, interesse e boa dose de paciência, leia os Decretos 8972 e Decreto 8975 e não deixe de dar uma olhada no documento elaborado pela CNI, em 2016 – Biodiversidade, Florestas e Indústria: Agenda de Desenvolvimento . E vai perceber que não há nada tão desconhecido e não há necessidade de se inventar a roda! Na verdade, as cartas estão na mesa, mas não dá para se jogar truco e buraco na mesma mesa, com o mesmo baralho e gente diferente! Enquanto isso, a nossa silvicultura…..
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br
