AS FLORESTAS E A RENTABILIDADE DOS NEGÓCIOS

 

O salto da silvicultura com respeito às avaliações econômicas e financeiras dos empreendimentos foi gigantesco! Antes era só controlar o dinheiro dos incentivos fiscais. Depois vieram os orçamentos – um pouco de sofisticação e surgiam as primeiras preocupações com controles e custos florestais – e hoje, estamos submetidos às sofisticadas planilhas para administrar a TIR e suas variações.

Formar floresta é um negócio e só se sustenta quando dá lucro! E aí, justifica-se o apego à TIR – taxa interna de retorno. Soma-se daqui e dali, menos isso e mais aquilo, num determinado tempo, com essa ou aquela premissa e estamos conversados. Dá-se um “clique” e temos o resultado do empreendimento. O ciclo da silvicultura fica definido numa clicada!

De fato, quando é bem feito, com suas devidas ponderações, não há o que contestar. Um luxo, e há craques na matéria. O grande problema é que, em muitos casos, a conta só põe na balança a matemática. E sem a pitada biológica essas planilhas se transformam num pacotão de pouca aplicação prática! Mas pode ser uma maravilhosa ferramenta de controle , quando  o silvicultor põe  as pitadas  biológicas,  e quando se respeitam  as necessidades operacionais da silvicultura.

Aí, o casamento é perfeito. Sem essa integração – matemática e biologia –  a planilha   só funciona  bem no “ar condicionado”!  No campo, com chuva, barro e sol as coisas mudam e  pipocam  surpresas!  Fica o recado: se seu negócio está baseado em planilhas,  de arzinho fresco, fique esperto!  De repente, dois mais dois pode não dar quatro!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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