O LADO RICO E O LADO POBRE DA SILVICULTURA!
“A silvicultura é como uma grande família: de um lado, aqueles muito ricos, sempre com novidades, grandes negócios, tudo de melhor, viagens, fino trato, outro mundo. Até o cheiro parece diferente! De outro lado, a turminha mais pobre. A do batente. Muita disposição e valentia .A luta brava de todos os dias. Entre esses, alguns festeiros, sempre animados. Esse pessoal corre, corre e parece que dá pique no lugar! ”, essa foi a definição que ouvi de um respeitado professor universitário. E ainda, de sobra, completou: “os ricos não precisam de nada, os pobres lutam e nunca têm nada, mas pulam, gritam, berram, reclamam e parece que não saem do lugar. Na verdade, são os que dão vida ao setor”.
A conversa continuou e mais na frente, para completar a obra, o bem humorado professor disse : “vamos colocar cada segmento da silvicultura em seu território e vamos ver se não é, exatamente, dessa forma que as coisas acontecem! E foi batizando cada segmento de acordo com seu perfil : “ ricos – as grandes indústrias : não precisam de nada, tem tecnologia na mão, recursos suficientes, gente independente , torcem para que o Governo não atrapalhe e nem dão bola para o restante da família. Os pobres – universidades, professores, pesquisadores e , especialmente, os que trabalham com espécies nativas, fomentados , produtores florestais, prestadores de serviço, consultores, entre muitos. Lutam todo dia! Mas vão que vão. E os festeiros animam o ambiente. Sempre barulhentos. Não saem do lugar, mas se divertem, e até conseguem, vez ou outra, juntar a família – entidades de classe, instituições de governo, fazedores de políticas públicas, legisladores, financiadores de programas , e por aí vai”.
E, em tom de brincadeira, falou: “só essa turminha do barulho encheria o salão”. A conversa foi longa e com muitas variações. Mas nada, tão adequado para uma boa reflexão, quanto a analogia da família!
E fica a dúvida: dá para juntar toda essa turma, numa festa só?
