Estamos em dezembro e essa pergunta é inevitável! Empresas, investidores, pesquisadores, enfim… fica a interrogação para todos! De bom? As grandes empresas do setor de celulose, apesar da choradeira, vão se ajeitando, comprando, ampliando , crescendo. Grandes negociações. Realmente o setor com muita competência avança! Sem exceção, todos crescem. É muito bom para a silvicultura! Já o setor de chapas e madeira processada, exige mais luta. Esse mercado é mais sensível às crises internacionais. Ainda de bom e de novo: a madeira como alternativa energética continua firme, mas poderia estar mais forte! As reuniões do Clima, lá fora, animaram o ambiente. Aqui dentro, por enquanto, muita falação e pouca fazeção!
Mas essas novidades trazem muita esperança e podem transformar a silvicultura brasileira! De mesmice, temos o Programa Nacional de Florestas Plantadas, que não dá nenhum sinal de vida e sobre a silvicultura no Ministério da Agricultura, ninguém sabe dizer o que aconteceu! Grandes empreendimentos? Nenhum. A siderurgia, vai mal, muito mal! Muitas florestas e nada. Uma pena, e muito ruím para a silvicultura. E quanto aos fomentados e o preço da madeira? Há sinais, de que algumas empresas estão tratando muito bem seus fomentados.
São exceções dignas de festejos, pois a grande maioria continua alimentando uma incansável choradeira. Avanços tecnológicos expressivos, mas o feijão com arroz, quando bem feito, ainda é o rei da produtividade! A sacola com as mercadorias antigas continua do mesmo tamanho – financiamento só em discursos, os remendos da legislação do mesmo jeito, e de políticas públicas tão solicitadas, nem se fala. Uma seca inesperada e prolongada quase zerou o crescimento anual das florestas em muitas regiões. Quando não matou, deixou marcas .
As pragas deram sinais de agressividade. E as reduções generalizadas para baixar custos, começaram a mostrar os sintomas de maus tratos. Tem ajudado, os menos cuidadosos, a super oferta de madeira de algumas regiões. Paga-se fortuna pelas andanças quilométricas ,mas não se peita a reprogramação da produção florestal. Sabe-se que esses acertos serão inevitáveis, a médio e longo prazo. Mas lá na frente, é lá na frente!
Enfim, alguém pode dizer que foi um ano difícil para todos. Dá até para entender, mas a madeira que não foi produzida este ano, não há como repor. Vamos esperar que as perdas não tenham sido significativas e que tenhamos força para recuperar em 2017. Não dá para acreditar que o Papai Noel vai trazer soluções para os grandes problemas que se arrastam, há anos, mas não dá para deixar que as novidades sejam colocadas na mesma sacola dos entulhos antigos .
Como dizia um velho amigo silvicultor : “a natureza é a nossa grande aliada, já pensou se os nossos governantes dessem uma mãozinha?”
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br
