CONTRIBUIÇÕES RÁPIDAS E SEM BUROCRACIA!

 

Na conversa que tivemos com o Eng. Jose Luiz Vivas, um dos membros da equipe de trabalho do Departamento de Reflorestamento do antigo IBDF, lembramos  de medidas ousadas adotadas na época.  Para muitos, pareciam impossíveis de serem adotadas.

Contrariamente, ao que todos temiam, os resultados foram maravilhosos. E isso só possível com o apoio e  colaboração de toda a equipe, além de  sugestões de inúmeros  profissionais das boas empresas.  Em reuniões  objetivas, as decisões eram transformadas em Instrução Normativa e aplicadas imediatamente.

A Dra. Marialva dava o retoque jurídico, pegava-se a autorização do Dr. Paulo Berutti – nosso saudoso presidente, que nunca colocou qualquer  objeção às  nossas sugestões, e pronto! E assim foram resolvidas questões, que mudaram o setor. Vejam os assuntos, oportunamente, lembrados pelo  Eng. Vivas  e que foram definidos na ocasião;

  • Uso de sementes melhoradas. Não houve a menor resistência. Todas as empresas aderiram e o resultado altamente significativo. A contribuição de brilhantes profissionais, das instituições de pesquisa e o exemplo dado pelas boas empresas foram decisivos no sucesso;
  • A troca do plantio de 1% de espécies nativas por conservação de 10% de florestas nativas. Aqui, cabe um agradecimento  à sábia sugestão da Dra. Maria Thereza Jorge Pádua;
  • O uso obrigatório da adubação e calagem. Sem resistência, mas com algumas discussões e reuniões técnicas. A fiscalização de campo exigiu mais atenção;
  • A desobrigação de se queimar as leiras. Foi só deixar de se considerar como rotina operacional do projeto incentivado. O absurdo era tamanho, que não houve nenhuma contestação;
  • A exigência de se ter um engenheiro respondendo pelas atividades operacionais. Essa talvez tenha sido a maior contribuição para valorização dos profissionais. Exigia-se a presença do responsável técnico para discussão de assuntos do interesse da empresa. Era o fim dos escritórios só para assinatura de projetos;
  • A classificação das empresas em função da situação dos projetos e qualidade das florestas. Essa classificação desbancou muitas empresas tidas como exemplares! Promoveu-se a valorização dos trabalhos de campo e o “universo do silvicultor” de bota, sol e barro;
  • A extinção de incentivos a projetos de fruticultura. Sem nenhum “pio”. Foi só proibir e sumiram os projetos de laranja, de abacate, de babaçu, dentre outras.

E essas novidades eram vistoriadas, especialmente, nas visitas que o Departamento de Reflorestamento passou a fazer às diversas regiões, em que se concentravam os grandes empreendimentos. Visitas cheias de surpresas, curiosidades e lições profissionais. Dá um livro!

Outro aspecto importante na tomada de decisões era a consulta informal, que se fazia junto às empresas de primeira linha e às instituições de pesquisa do setor. O processo nascia e  ficava valendo, através  de  Instrução Normativa, em menos de 10 dias!

Para nossa satisfação, há muita gente que acredita que foram essas medidas, sem nenhuma frescura e burocracia, que deram qualidade a muitas florestas incentivadas e promoveram a necessária e seletiva varrida no setor! Foi um grande esforço para valorizar o uso da tecnologia e a participação dos profissionais nas empresas.  A silvicultura  conseguiu significativos ganhos! Tudo com simplicidade e sem burocracia! Há de se destacar o irrestrito apoio que o Departamento de Reflorestamento contou do saudoso Presidente do IBDF – Dr. Paulo Berutti e do respeitável Ministro da Agricultura – Alysson Paulinelli.

E sem a disposição e colaboração das boas empresas e de empresários exemplares, nada aconteceria!

 

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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