SEM BUROCRACIA, MUDOU-SE A HISTÓRIA!

 

No final da década de 70,quando assumimos a Direção do Departamento de Reflorestamento do extinto IBDF, demos “de cara” com mais de 5.000 cartas-consultas, de cerca de 2000 empresas, totalizando pedidos para se reflorestar mais de 3 milhões de hectares! Esse era o tamanho da encrenca. O orçamento do ano previa plantio de no máximo 350.000 ha e mais as manutenções de anos anteriores. Pressão política no Ministro, no Presidente do IBDF, em toda a turma do Departamento. Conversas atravessadas e fuxicos de todos os lados, alimentados pelo afastamento repentino do Diretor anterior!

Depois de alguns dias, tivemos a felicidade de identificar os profissionais com os quais poderíamos contar e com pouca conversa e sem nenhuma burocracia estabelecemos as prioridades a serem seguidas: separamos todas as empresas com atraso em seus programas e a encrenca foi reduzida a 30% do total. Das empresas afastadas, ainda selecionamos todas que estavam com programas com mais de 2 anos de atraso. E solicitamos ao nosso jurídico, que tomasse todas as medidas cabíveis. Foram canceladas mais de 1000 ( hum mil) empresas! Naquele ano, mais de 60% do programa foi destinado às empresas, que de fato, construíram a silvicultura brasileira. Quem trouxe essas recordações foi o Eng.Florestal José Luiz Vivas, um dos colaboradores, que contribuiu ativamente na organização e efetiva execução dos trabalhos. Tudo de forma bem simples, sem frescura e sem burocracia!

Não poderíamos deixar de mencionar os nomes dos demais colaboradores: Pedrosa, Carlito, Marialva, Carlos Ribeiro, Maurício e a coordenadora de toda a informatização processual – nossa cara Blanca. As medidas adotadas, naquele momento, devido à seriedade e transparência dos critérios utilizados, contribuíram sobremaneira para um controle mais eficaz dos projetos apresentados pelas empresas selecionadas. E novas providências foram adotadas, nos anos seguintes, possibilitando significativas melhorias na qualidade técnica dos plantios e mais tranquilidade para que as boas empresas pudessem desenvolver suas atividades.

Muitos profissionais, que já atuavam naquela época, reconhecem que foram essas medidas simples, práticas e sem burocracia, que deram melhor direcionamento aos incentivos fiscais para reflorestamento. Ao Eng. Vivas cabe nossos agradecimentos pela lembrança dos redobrados esforços daquela brilhante equipe de profissionais!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

12

Esta entrada foi publicada em Uncategorized. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.