Nos dias atuais, temos inúmeras dúvidas a respeito do mercado de madeira. Algumas afirmações são incontestáveis, mas outras só trazem mais preocupações pela quantidade de incertezas que apresentam. A base de todas essas dúvidas é a falta de um inventário florestal nacional, que mostre a realidade de nossos estoques de madeira e possa dar confiança a quem compra, a quem planta, e a quem quer investir. Seria muito interessante saber se o Inventário Florestal Nacional, que está sendo desenvolvido e com muita competência pelo Serviço Florestal Brasileiro poderá atender a essa demanda da silvicultura. E com certa urgência! Precisamos conhecer o estoque de madeira de nossas florestas plantadas.
Essa preocupação tem tudo a ver com a vida da atividade! O conhecimento dessa realidade, com certeza, vai dizer da necessidade de novos plantios, das espécies a serem plantadas e evidenciará as demandas da pesquisa florestal. Essas informações são imprescindíveis para elaboração de políticas públicas, que mostrem rumos à silvicultura. O momento é oportuno para esse repensar: temos madeira sobrando em algumas regiões e faltando em outras. Estão sumindo os plantios de pinus e cresce a demanda por espécies nativas, mesmo sem pesquisa e sem informações científicas suficientes!
Há um descontentamento generalizado dos pequenos e médios produtores florestais com os preços da madeira! Muitos já estão saindo do setor! Será que precisamos de mais encrencas para tratarmos de medidas estruturais para a silvicultura brasileira? Ou vamos esperar que as preocupações batam na porta dos grandes consumidores para que as coisas aconteçam.
Aí, com certeza, as coisas se resolvem, mas até lá, muitos produtores já se mandaram do setor e com o estilingue na mão! E vai ficar, ainda mais forte, o sentimento de que a”tal silvicultura sustentável” pode ser chamada de “silvicultura das grandes indústrias”.
