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1- Novos clones de eucalipto
Arbogen, Lwarcel e Teca Serviços Florestais firmaram contrato para produção de novos clones comerciais. Os clones que deverão ser testados pela Arbogen em diferentes empresas e regiões é produto de cuidadoso trabalho de melhoramento genético de árvores superiores de florestas originadas do Pomar de Híbridos Naturais instalado, há cerca de 20 anos, pelo Eng. Nelson Barboza Leite, em Igaratá – SP. As primeiras sementes colhidas do pomar foram distribuídas a várias empresas. Algumas deram continuidade aos trabalhos de melhoramento genético até à formação e testes de novos clones.A Lwarcel Celulose, de Lençóis Paulista – S.P, desenvolveu detalhado programa de melhoramento até à produção de inúmeros clones. Os resultados de produtividade desses clones se mostraram significativamente superiores aos materiais comerciais, atualmente, em uso. Esses materias genéticos fazem parte do contrato firmado entre as empresas. Um passo importantíssimo para aumento da produtividade das florestas de eucalipto em muitas regiões. A Arbogen coordenará os testes de campo com diferentes empresas interessadas e posteriormente será responsável pela comercialização de mudas.
2- Manejo para madeira de serra merece cuidado técnico!
Aumenta o interesse de produtores florestais no manejo de florestas para produção de madeira de serraria. Essa nova onda de preocupações está surgindo, principalmente, em função das dificuldades que os produtores estão enfrentando para venda da madeira a preços compensativos e justos! Em algumas regiões, a insatisfação é generalizada e crescente! Com certeza, esses desarranjos no mercado pode ter reflexos danosos ao desenvolvimento da silvicultura em regiões tradicionalmente produtoras de madeira! Esse cenário é preocupante pelos produtores que saem da atividade e pelos que se metem a fazer o manejo sem base técnica! Manejo mal feito pode levar a erros irreversíveis!
3- A silvicultura no oeste da Bahia
As grandes fronteiras do agronegócio precisam de madeira para secagem de grãos e poderão se transformar em importantes polos florestais. O oeste da Bahia, especialmente, na região de Luiz Eduardo Magalhães e municípios vizinhos é um exemplo importante a ser observado. Já há inúmeros empreendimentos florestais sendo instalados. Como toda região em abertura, observa-se de tudo: desde florestas de baixa produtividade e com sérios danos decorrentes do déficit hídrico, até florestas produtivas, resultado de bons trabalhos silviculturais. Há muitas iniciativas interessantes e de competência na região!
4- Presidente Temer reitera compromissos da Convenção do Clima
Em sua recente visita ao exterior, o Presidente Temer, reiterou o empenho do Governo do Brasil, no sentido de cumprir as metas previstas na Convenção do Clima, em Paris, recentemente. Trata-se de um enorme desafio, que vai exigir muito esforço da silvicultura e silvicultores brasileiros! Vamos precisar muito de políticas públicas para transformar “os discursos diplomáticos” em ações de campo. Há de se reflorestar muito! Não vai dar para fazer exercícios estatísticos e justificar os milhões de hectares que precisam ser plantados!
5- A pesquisa florestal nas novas fronteiras
A corrida da silvicultura para novas fronteiras é inevitável! O elevado valor das terras e inúmeras questões sociais e ambientais estão tornando cada vez mais difícil a ampliação de novos plantios nas regiões mais desenvolvidas. É uma simples questão de tempo! Da mesma forma é certo que muitas dificuldades técnicas terão que ser superadas. Esse processo pode ser mais eficiente, na medida em que os programas de pesquisas e experimentações sejam instalados nessas regiões. Esse é um papel estratégico, de extrema necessidade e urgência que precisaria ser liderado pelos governos Federal e Estaduais – por exemplo, um desafio a ser colocado para a Embrapa Floresta! Ou será que vamos esperar que a iniciativa privada arque sozinha com essa tarefa! Em algumas regiões, como o Estado do Tocantins e oeste da Bahia, passos importantes já foram dados. Mas à semelhança do que já ocorreu em outras regiões, quando a pesquisa institucional vai na frente, o caminho fica mais curto para todos! As empresas que chegam, vão resolvendo seus problemas, mas com certeza, não vão abrir mão de suas informações estratégicas! Esse é o grande papel dos Governos! Quem diria, há anos anteriores, que “ o areião” do Mato Grosso do Sul, iria se tornar o importante pólo florestal e industrial, dos dias atuais!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br
