AS FLORESTAS PLANTADAS E O LICENCIAMENTO!

Na verdade, existe uma grande discussão a respeito dos inúmeros estudos necessários para o licenciamento de um empreendimento florestal. O “tal“ de EIA-RIMA para alguns, é só mais papel e custos, para outros são estudos para serem engavetados, e para a maioria não serve para nada e não deveria existir! Em meio, a essas polêmicas, ainda se somam outras exigências legais e particularidades regionais, estaduais e até pessoais!

Há poucos dias, estivemos envolvidos nos trabalhos de licenciamento de um empreendimento no Tocantins. Muitos relatórios e movimentações de um lado e de outro! De fora, cheira “muita confusão” e excesso de detalhes. Fomos a campo assistir ao encaminhamento dos procedimentos para identificação de fauna – aves, mamíferos, peixes, répteis, etc. Muitas fotografias, gravações, enfim, um grupo de zootecnistas, agrônomos, florestais, biólogos tratando tudo, numa linguagem científica e com extremo cuidado. Até aí, muita admiração, mas nenhuma surpresa!

A grande novidade se deu no bate-papo de almoço e quando pedimos explicações sobre os trabalhos e aplicação dos resultados. O zootecnista, pausadamente, falou: “isso tudo serve para se ter uma fotografia do ambiente e com isso vamos poder descrever o que existe e o que precisa ser feito para que nenhum impacto possa prejudicar a vida dos animais existentes” e disse ainda “ o próprio interessado, conhecendo essa fotografia, vai poder adotar os melhores procedimentos para manutenção da biodiversidade existente” e continuou com rico exemplo: “encontramos um pássaro que só vive em veredas bem preservadas, logo se não cuidarmos dessas veredas, essa espécie vai desaparecer da região”.
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A conversa continuou e inúmeros exemplos foram apresentados, mostrando muito mais que uma simples fotografia do ambiente. E concluiu: “são essas informações que vão enriquecer a forma de se distribuir as reservas e justificar a sua contribuição ambiental”. Conclusão a que todos chegamos: o que falta mesmo é a divulgação dos estudos exigidos por ocasião da elaboração do EIA-RIMA das diferentes regiões e empreendimentos. Não dá para deixar em gaveta ou prateleira os trabalhos realizados com dedicação e entusiasmo por excelentes profissionais!

Na medida em que juntamos e usamos essas informações, vamos melhorando nossos procedimentos operacionais e consolidando a sustentabilidade da silvicultura brasileira!

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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