Há muitos que acham que somente matando formiga e acabando com o capim se consegue uma boa floresta! A esses, metidos a administradores de empreendimentos florestais, fica um recado: formar florestas produtivas é assunto para profissionais do ramo!
É uma mistura de conhecimentos científicos, de matemática, de biologia, além de uma indispensável pitada de valorização dos colaboradores. Há até quem diga que essa arte de trabalhar e saber valorizar os colaboradores é a grande ferramenta do gestor de qualquer negócio!!! O desenvolvimento da ciência florestal e os milhões de dólares investidos em pesquisas mostraram que para se ter uma floresta de alta produtividade é necessário que se tenha uma empresa florestal com cheiro de terra e muita competência tecnológica. Além de enorme disposição para matar formiga e carpir o capim!
De tempos em tempos, surgem, no entanto, empreendimentos de florestas com novidades, que merecem registro: novos modelos de organização, novos valores, novos conceitos e tudo com muito dinheiro em jogo! Alguns procedimentos, até então, corriqueiros e indispensáveis a qualquer empresa viram “luxo de engenheiro” – planejamento das áreas para plantio, escolha e seleção de clones, cuidados com nutrição das plantas, formas de adubação, atenção com espaçamentos, etc. – tudo que é engenharia vira conversa fiada!
O engraçado, se não fosse trágico, é que essa forma de pensar e agir vai crescendo, tomando espaço e deformando a empresa. E a retomada de rumo vira um parto de montanha! O poder incompetente se instala com ardilosos tentáculos e cria todas as formas de defesa, além de sofisticadas justificativas. Não há mal que dure por muito tempo, mas é muito difícil se controlar o crescimento do mal, enquanto dura!!!
A silvicultura brasileira e as empresas que precisam se sustentar com o sucesso dos empreendimentos florestais não podem se tornar reféns dessas controvertidas situações. Esses desinformados que se acham capacitados a responder por assuntos que não lhes competem, se postam de poderosos e fazem de tudo para desvalorizar o conhecimento, a atitude profissional e acima de tudo, as necessidades básicas de uma empresa florestal!
A silvicultura brasileira depois que deu conta da formiga e do capim, precisa cuidar dessa praga poderosa! Esse mal, quando se instala numa empresa, não dá para ser exterminado com formicida ou herbicida! O consolo é que o bolso de qualquer empreendedor é de alta sensibilidade e quase sempre de tolerância zero!
E, com certeza, será a forma de se evitar que os conhecimentos da silvicultura sejam jogados no lixo!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br
