QUANDO A SUSTENTABILIDADE FICA MANCA!

 

Nada de novo! E só para lembrar e até discordar!

 

– A competitividade da silvicultura é uma equação cujo resultado é sempre função de uma série de variáveis biológicas e matemáticas. Algumas administradas pelo homem e outras, que precisam ser respeitadas pelo homem!

– Nenhuma silvicultura é competitiva se a equação não estiver balanceada- a biologia e a matemática;

– Quando a preocupação é só produzir, ela tende a ser mais biológica – mais adubo, mais isso, mais aquilo. Não importa. O consumidor precisa da floresta de qualquer forma, lá na frente a indústria paga ;

– Quando os custos são limitados, mas sem prejudicar a biologia, a matemática tende a brilhar – são os produtores que fazem floresta para negócio;

– As condições naturais correspondem às inúmeras variáveis que o homem não muda. É sua prerrogativa escolher a localização, depois só resta conhecer as condicionantes naturais, respeitar e saber usar os conhecimentos tecnológicos para as eventuais dificuldades que surgem;

– A produtividade é o resultado do conhecimento das condicionantes naturais e a aplicação dos preceitos tecnológicos necessários;

– A relação entre a receita auferida pelo valor da madeira e o custo de produção mostra o nível de competitividade da silvicultura. Uma floresta de menor produtividade pode ser mais competitiva, se o custo de produção for menor;

– No numerador são colocadas todas as receitas com a venda da madeira e no denominador todos os custos para formar a floresta. Quanto maior for o número encontrado nessa relação, mais competitiva é a silvicultura, que está sendo praticada;

– No numerador ficam os resultados – é a receita, e no denominador ficam as variáveis administradas pelo homem – é o custo;

– A silvicultura é sustentável quando essa relação é maior que 1 (hum). Fica tudo equilibrado: a melhor tecnologia, o lado social atendido, o econômico satisfatório e o ambiental respeitado!

– A sustentabilidade é o equilíbrio de todos esses componentes, dentre outros. A predominância desse ou daquele cria desequilíbrio, e temos uma sustentabilidade manca!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

Post-51

Esta entrada foi publicada em Uncategorized. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.