SE A CONTA FECHAR, A MADEIRA VIRA ENERGIA!

A silvicultura brasileira está diante de novo desafio! Produzir, competitivamente, biomassa para geração de energia. Setores industriais, como celulose e chapas, se posicionaram com destaque no mercado internacional graças as nossas florestas plantadas. Está surgindo nova oportunidade. Podemos produzir energia, sequestrar carbono e permitir que o Brasil salde seus compromissos internacionais, assumidos recentemente na Convenção do Clima, em Paris – existe compromisso de reflorestar mais de 10 milhões de hectares até 2030! E hoje não temos mais que 8 milhões de hectares plantados!

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Estamos, de fato, diante de uma nova e grande oportunidade de negócio, aliada à mitigação de problemas climáticos. Estamos, portanto, diante de um desafio de Governos, governantes e governados! O Brasil, dentre poucos países, tem condições excepcionais para se colocar na dianteira desse processo de produção energética. Temos terras ociosas, temos necessidade de gerar empregos, temos grande capacidade empreendedora, mas essas vantagens competitivas precisam se somar na direção da sustentabilidade.
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Todos sabemos que o grande sucesso da silvicultura junto aos setores de celulose, chapas e a própria siderurgia, só se deu com pesquisa e profissionalismo. Não nos assustemos com as dúvidas técnicas que, eventualmente, possam surgir, pois temos competência científica para resolvê-las , mas não nos deixemos envolver por premissas irreais na formatação econômica do negócio! As oportunidades que se abrem são extraordinárias, mas há de se elaborar políticas públicas, que atendam aos interesses de toda a cadeia de produção. Os benefícios sociais e ambientais se somarão naturalmente, mas o sucesso só será verdadeiro, se caminharmos na direção de uma silvicultura sustentável.
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E a história tem mostrado, que o ponto mais frágil dessa corrente tem sido o lado econômico – o valor da madeira produzida. Fazer floresta custa! Quem planta precisa ser remunerado! E esses exercícios com recursos financeiros só se sustentam, quando a conta fecha na venda da madeira. Não há mágica! Nem os setores consolidados conseguirão se manter competitivos e sustentáveis, a longo prazo, se não atentarem para o lado econômico do produtor. E no curtíssimo prazo!
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As perspectivas para uso das florestas plantadas para produção de energia são animadoras, mas é preciso desenharmos uma silvicultura, que pague a conta dos produtores!
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O que anima é que tudo isso não é segredo a ninguém, especialmente, aos responsáveis pela elaboração de políticas públicas! Vamos torcer para que tenhamos nossas florestas plantadas gerando emprego, consumindo CO2 e produzindo energia! É só a conta fechar!
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Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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