Há anos atrás, a terceirização surgiu no setor florestal como alternativa para manter a competitividade da silvicultura brasileira. Discurso daqui e dali, mas na verdade o que se desejava é reduzir custos! Com o fim dos incentivos fiscais, a empresa florestal foi perdendo o brilho e, com os estoques em alta, a atividade florestal perdeu espaço na mesa de decisões. Daí, para cortes, mudanças, reduções, foi um tiro! E a terceirização apareceu, no momento exato, para justificar dispensas, mudanças e diminuição de custos.
A justificativa era concentrar força na atividade fim e a terceirização cresceu! A enxugada inicial foi surpreendente e a moda pegou! Em pouco tempo, a estrutura de serviços do setor florestal era, praticamente, só de terceiros! Daí, muitos dizerem que “a silvicultura brasileira é o melhor exemplo de atividade de longo prazo, em que tudo precisa acontecer ontem”.
E os desdobramentos inconvenientes foram inevitáveis! Muitas empresas, baixo nível de profissionalização, contratos leoninos, promessas não cumpridas, economia disso e daquilo e não tardou para que a produtividade das florestas mostrasse “sinais de fadiga”: novos ajustes e os questionamentos inevitáveis brotaram de todos os lados! E ficou a dúvida: volta a primarização ou a terceirização se profissionaliza? O dia-a-dia tem mostrado resultados interessantes de um lado e de outro. Com custos bem semelhantes, a grande preocupação passou a ser o domínio da tecnologia, com alto nível de profissionalização e comprometimento com bons resultados.
Há inúmeros exemplos de sucesso, com florestas de alta produtividade, gestão completa do processo produtivo e plena integração às responsabilidades e estratégias de suprimento da contratante. Nessa nova postura, a competitividade fica perfeitamente alinhada. Esse terceiro reinventado, fica com “cara” de parceiro, de verdade!
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br
