A SILVICULTURA E AS MUDANÇAS POLÍTICAS!

Alguém pode negar que o país passa por delicado momento econômico e que em tudo se vê os sinais dos problemas políticos? E a silvicultura, uma atividade de longo prazo, consegue escapar desse cenário, e das limitações de curto prazo? E como esses problemas afetam a silvicultura? É difícil saber como e até onde afetam, mas é fácil imaginar que questões pendentes vão continuar, por mais algum tempo, “ mais pendentes ainda”. Há de se evitar os impactos na cadeia de produção florestal.
Árvores não plantadas não produzem madeira! Lá na frente, não vai adiantar chorar o “leite derramado”!
E os impactos nas questões institucionais são inevitáveis: no início do atual Governo, a silvicultura migrou para o Ministério da Agricultura e não há informação da situação que ficou; do Programa Nacional de Florestas Plantadas, que já estava em fase de conclusão, há alguns meses, não se tem nenhuma informação e nem sinal do encaminhamento adotado; e algumas questões do Código Florestal continuam em discussão fora do setor!
Essas dificuldades no processo produtivo e as pendências das questões institucionais seriam suficientes para causar preocupação! Mas há muita gente que acha, que nada disso é tão crítico a ponto de causar inquietação entre os silvicultores!
Enfim, o momento é de preocupação!
No processo produtivo os impactos são previsíveis e dimensionáveis. É só querer e fazer a conta! Mas do lado institucional, tudo é sempre surpresa! E se vierem mudanças e novos governantes as mesmas conversas terão que ser repetidas! Nesse sentido, fica o alerta aos que já fizeram a oração a cada troca de governantes! Só mais um alerta: – se trocarem o santo, será que não valeria a pena mudar a reza?

Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br

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