Temos recebido de muitos amigos com certa frequência, sugestão para se elaborar a relação de profissionais, que registraram seus nomes na história da silvicultura brasileira. Sempre em tom amistoso, ouve-se: “esses silvicultores não podem ser esquecidos”. Não é fácil, e o risco de se cometer injustiça é muito grande. É constrangedor esquecer esse ou aquele profissional, que se dedicou de corpo e alma à silvicultura, e que, de repente, “numa lista atrevida”, não vê o seu nome mencionado. Antecipadamente, desculpem-nos pelas falhas! Sabemos de brilhantes profissionais, que não tiveram visibilidade nacional, mas que merecem registro. São respeitados e admirados em suas regiões de atuação. E isso é muito importante!
A idéia é valorizar o esforço de todos: dos grandes precursores, de professores, empresários, daquele silvicultor que sujava a bota, enfim….. lembrar de todos e sem distinção! Mas vamos….que vamos….. Pretendemos elaborar uma “lista aberta”, com alguns nomes, que em muitos casos ,representam grupos de profissionais de uma instituição, de uma escola, ou de uma empresa! Esperamos que nossos colaboradores relacionem os seus escolhidos para registro! Contamos com essas complementações! É só mencionar os profissionais, que de uma forma ou de outra, no seu entendimento, ajudaram a silvicultura brasileira! Vamos valorizar todos que contribuíram para o sucesso dessa atividade tão importante à sociedade brasileira. Não deixe que seu grande colaborador, aquele que serviu de exemplo para você, fique esquecido! Outras considerações:
A. Vamos ter como referência os últimos 50 anos para ficar bem caracterizado o período da silvicultura pós- incentivo fiscal;
B. Seria interessante que o participante, nessa primeira etapa, colocasse apenas os nomes dos profissionais com pequenas citações. No final, procuraremos fazer pequeno histórico dos nomes mais citados;
C. Aceitamos sugestões, inclusive a respeito do tipo de homenagem a ser prestada. Quem sabe uma bela confraternização!
A Comunidade de Silvicultura faz a primeira relação e sugere que novos nomes sejam acrescidos a essa primeira lista:
- Helladio do Amaral Mello – o grande professor de silvicultura da ESALQ –USP. Chefiou o Departamento de Silvicultura da ESALQ. Fez parte da equipe que fundou o IPEF –Piracicaba. Comandou um grupo de brilhantes pesquisadores, que se doaram de corpo e alma à silvicultura brasileira. Participou ativamente da formação da estrutura básica – ensino e pesquisa – que proporcionou o grande sucesso da silvicultura brasileiro. Incentivador,orientador e grande professor. Foi para centenas de profissionais o”Grande Mestre”. Uma brilhante equipe de exemplares e dedicados professores deram continuidade a sua obra.
2. Ronaldo Guedes Algodoal Pereira- o grande professor de Economia Florestal do Departamento de Silvicultura -ESALQ. Ao lado do Dr.Helladio, tornou o IPEF uma realidade. Criativo, arrojado e formador de equipe. O Professor Ronaldo foi grande orientador e entusiasta do setor. Foi Diretor e Presidente da antiga Champion Celulose e Papel. Elogiado e admirado em tudo que fazia. Participativo e empreendedor;
3. Walter Suiter Filho – o grande batalhador das sementes melhoradas. Deu significativa contribuição à silvicultura brasileira, colocando no mercado toneladas de sementes de melhor qualidade comercializadas pelo IPEF. Essas sementes mudaram o perfil das florestas incentivadas. Trabalho desafiador e que contou com colaboradores incansáveis, com destaque para o Eng. José Zani Filho;
4. Antonio Sebastião Rensi Coelho – participou ativamente de toda a vida do IPEF. Foi diretor da Duratex S.A e formou profissionais de muita competência. Homenageado, admirado e respeitado pela inteligência, criatividade e entusiasmo. Um misto de professor, conselheiro, amigo, quase “um pai” para todos que tiveram o privilégio de sua convivência. O Eng. Angelo Di Ciero, excelente silvicultor, foi um grande destaque de sua equipe. Da mesma forma, o atual Presidente da Duratex, Eng. Antonio Joaquim, iniciou sua carreira de sucesso na equipe do Dr. Rensi;
5. Jaime Mascarenhas – Diretor Florestal da antiga Champion Celulose e Papel. Grande colaborador do IPEF. Formou excelente equipe de profissionais na empresa. Foi Diretor da Flonibra, que mais tarde deu origem à Bahia Sul. Foi Diretor do Jari. Sempre ligado aos movimentos das pesquisas florestais brasileiras;
6. Pieter Willie Prange – grande profissional dedicado aos pinus do sul do Brasil. Foi Diretor da Olinkraft, onde conseguiu implantar extensa área de pesquisas com Pinus elliotti e Pinus taeda. Foi Diretor da Champion e participou intensamente dos trabalhos das entidades de classe – ANFCP,depois BRACELPA e SBS;
7. Laerte Setúbal – diretor da Duratex S.A. Participou da fundação do IPEF e sempre liderou os movimentos do setor visando o desenvolvimento tecnológico. Deu excelente contribuição a SBS – Sociedade Brasileira de Silvicultura e apoiou reinvindicações políticas que valorizaram sobremaneira a silvicultura brasileira. Foi dos grandes empresários que mais valorizaram a silvicultura em suas empresas;
8. Silvio Péllico – professor da Escola de Florestas de Curitiba e incentivador de pesquisas e inovações no setor. Para muitos é considerado “o pai do inventário florestal no Brasil”. Foi batalhador e juntamente com seus companheiros da Escola de Curitiba criaram a FUPEF. Participou da formação de centenas de brilhantes profissionais, que deram continuidade as suas iniciativas;
9. Roberto da Silva Ramalho – professor de Viçosa e batalhador pela criação da SIF, entidade que congregava empresas, à semelhança do IPEF e FUPEF. Contribuiu de forma expressiva para o desenvolvimento da silvicultura, especialmente em Minas Juntou profissionais brilhantes na Escola de Viçosa. Entre os quais o Eng. Mauro Silva Reis, diretor do PRODEPEF e depois Presidente do IBDF. Fez com que Viçosa se transformasse num centro de excelentes profissionais;
10. Lamberto Golfari – grande pesquisador da FAO, que desenvolveu extensa rede de experimentações com espécies e procedências de plantas exóticas e nativas, em todo o país. Pesquisas básicas que contribuíram sobremaneira para o sucesso da silvicultura. Seus trabalhos, ainda servem de orientação para muitos empreendimentos. Viajou todo o Brasil e proporcionou excelentes oportunidades para o desenvolvimento técnico de seus colaboradores. Uma grande equipe que, em diferentes empresas, deu continuidade a sua maravilhosa obra. Uma excelência técnica, e exemplo de dedicação;
11. Roberto de Mello Alvarenga – foi diretor do Instituto Florestal de S.Paulo. Foi um dos principais introdutores das diversas espécies de pinus em S. Paulo. Dedicou-se à legislação florestal e deu significativas contribuições ao setor. Foi professor e responsabilizou-se pela rotina executiva da SBS por muitos Participou da organização de inúmeros Congressos Florestais Brasileiros. Admirável pela dedicação e companheirismo;
12. Leopoldo Garcia Brandão – foi um dos responsáveis pela criação da ARACRUZ S.A. Foi constante inovador. Criativo, empreendedor e entusiasta do desenvolvimento tecnológico. Foi um dos principais responsáveis pela projeção em nível internacional da silvicultura brasileira. Formou equipe de profissionais altamente capacitados que proporcionaram à Aracruz, inúmeras homenagens nacionais e internacionais. Talvez tenha sido um dos empresários, que mais valorizou as atividades florestais dentro de uma empresa;
13. Antonio Paulo Mendes Galvão – O coordenador do Grupo de Trabalho que criou a EMBRAPA- FLORESTA. Foi Diretor Geral da entidade e elaborou toda a sua programação de crescimento e desenvolvimento. Deu oportunidade para formação de dezenas de pesquisadores nas mais diversas especialidades da ciência florestal. Participou da elaboração e organização de Congressos Florestais do Brasil e reuniões internacionais. Grande organizador e comprometido com a qualidade e pontualidade de seus trabalhos. Tem extensa relação de contribuições ao setor florestal brasileiro;
14. José Luiz Magalhães – diretor da CAF e colaborador permanente do IPEF e SIF. Grande incentivador das pesquisas florestais para produção de madeira para carvão vegetal. Sua empresa possuía umas das maiores redes experimentais de pesquisa em região de cerrado. Foi permanente colaborador das entidades representativas do setor e incansável batalhador para mudanças e adequações das entidades públicas. Admirado e respeitado pela habilidade de levar a frente suas reivindicações setoriais;
15. Luiz Ernesto George Barrichello – professor de tecnologia de celulose e papel do Departamento de Silvicultura –ESALQ. Brilhante pesquisador e muito querido e respeitado como professor. Orientou inúmeros profissionais. Ativo colaborador. Inovador, motivador e Remodelou toda a organização do IPEF. Comprometido com realizações e capacitação de profissionais. Foi o grande responsável pela introdução das premissas de integração floresta-indústria;
16. Os irmãos Speltz – Os Engs.Geraldo, que trabalhou por muito tempo na Klabin, na antiga Borregard e Cenibra e Raul, que trabalhou anos e anos na Klabin. Respeitados e admirados pela dedicação, responsabilidade e comprometimento com seus trabalhos. Incentivadores de inovações tecnológicas. Colaboradores incansáveis das instituições de pesquisas-IPEF,FUPEF e SIF. Foram exemplos de profissionais que se confundiam com suas empresas – o “ Raul da Klabin, o Geraldo da Cenibra”. Deram enorme contribuição às suas empresas e ao setor florestal brasileiro;
17. Luiz Calvo Ramires – empresário reflorestador, que conseguiu se manter firme e forte no setor, mesmo após o final dos incentivos fiscais. Sempre acreditou na atividade e foi um dos primeiros empreendedores a tentar implantar um projeto florestal voltado a créditos de carbono. Durante o período de incentivos fiscais primou pela responsabilidade e cuidado com seus compromissos. Sempre acreditou na tecnologia. Grande colaborador e ativo participante das entidades de classe. Tem em seu filho Junior, um grande seguidor dos exemplos construídos;
18. Os irmãos Moura – os irmãos Gualter, Geraldo e Eustáquio representam um dos mais bem sucedidos exemplos do período de incentivos fiscais. Formaram grande patrimônio florestal e caracterizaram da melhor forma o “serviço de terceirização no setor florestal”. Transformaram-se em gigantes no setor. Constituíram o único projeto brasileiro de florestas plantadas integrado com siderurgia, que conseguiu se habilitar e conseguir os créditos de carbono. Um exemplo, que tinha tudo para ser seguido como política pública pelo Governo Estadual de Minas Gerais e Governo Federal!
19. Carlos Eugênio Thibau –o grande entusiasta do manejo do cerrado para produção de carvão. Dedicou sua vida profissional em prol das causas florestais. Defendia fervorosamente o uso racional do cerrado e o plantio com tecnologia do eucalipto. Esteve presente em todas as reivindicações do setor junto aos Governos de plantão. Colaborou intensamente na formação da Embrapa Floresta e quando diretor da Florestas Rio Doce incentivou sobremaneira as pesquisas na empresa;
20. Sebastião do Amaral Machado – professor da Escola de Florestas de Curitiba. Uma unanimidade como exemplo de profissional dedicado e professor amigo e orientador. Representa importante pilar de sustentação da silvicultura brasilieira. Participativo e grande colaborador de todas as iniciativas para melhoramento do ensino e da pesquisa florestal. Tem incontável relação de admiradores por sua ética, inteligência e companheirismo.
A Comunidade de Silvicultura dará continuidade a essa relação de brilhantes profissionais. Não há critério de importância ou prioridade. Aliás, esse grupo de pessoas especiais fizeram o sucesso de nossa silvicultura e todos merecem o nosso agradecimento e respeito. Todos são craques! E a relação é grande!!!! CONTINUA………
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br
