A silvicultura está tomando formato distinto nas regiões de novas fronteiras. As condições de clima e de solos com variações e limitações, a inexistência de informações, entre as inúmeras dificuldades dessas regiões, estão exigindo novos procedimentos, novas atitudes, novas técnicas para se conseguir sucesso com a silvicultura. A falta de dados confiáveis e demandas crescentes agravam as dificuldades, mas a experiência profissional, os conhecimentos técnicos e a criatividade ajudam a encontrar soluções! É assim que está surgindo uma silvicultura com novos conceitos e procedimentos! Clones, espaçamentos, preparo de solo, época e condições de plantio, adubações diferenciadas, tratos culturais, controle de pragas e doenças, etc. Tudo com adequações e muitas surpresas! Mas há sinais animadores! Trabalhos bem conduzidos produzem florestas com excelente desenvolvimento e mostram o alto potencial das novas fronteiras. Uma maravilha aos que chegam com cautela e postura cuidadosa. As evidências das severas limitações são flagrantes! E não é aconselhável duvidar! Nessas regiões, a experiência profissional faz a diferença! Arrojo e competência tem dado certo, mas arrojo e adivinhação tem sido um desastre! Saber fazer a leitura certa dos desafios e dos resultados é o caminho para se alcançar o sucesso! É só saber ler e entender a linguagem da silvicultura! A decisão de se empreender numa nova região, normalmente, é precedida de dúvidas, que precisam ser analisadas por profissionais competentes. Seguem algumas considerações para reflexão obrigatória:
1- Materiais genéticos exigem testes e mais pesquisas;
2- Procedimentos silviculturais necessitam de adequações;
3- Produtividade é efeito e não regra de planilha;
4- O sucesso exige a experiência do curto prazo;
5- Integrar biologia e matemática é “coisa” para silvicultor;
6- A silvicultura não tolera “atalhos” e nem “faz-de-conta”;
7- Trocar longo prazo por imediatismo é péssimo negócio;
8- A experiência atende, mas não elimina a pesquisa;
9- Só bebe água limpa, quem respeita o longo prazo;
10- Interpretação de resultados é ferramenta do silvicultor.
Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – serviços florestais – nbleite@uol.com.br
