O setor florestal brasileiro está sem rumo institucional com suas ações estratégicas sendo conduzidas por inúmeros ministérios. É uma demonstração de que as florestas brasileiras não fazem parte da pauta de prioridades do Governo Federal! Não existe nenhum endereço institucional que assuma o assunto em toda sua dimensão. Florestas de produção ou plantios de árvores para utilização industrial, florestas nativas da Amazônia ou de outros biomas, pesquisas florestais, industrialização e comercialização da madeira e de outros produtos florestais, certificação de plantios florestais e manejo das florestas nativas, etc. são temas relevantes do setor florestal e são tratados de forma independente em ministérios diferentes! Um grande programa para usar, desenvolver e proteger nossas florestas deveria, obrigatoriamente, ter políticas claras para toda a cadeia de produção, proteção e conservação e, obrigatoriamente, tenderia a integrar todos os assuntos relacionados ao tema. Cuidar de partes não vai promover o desenvolvimento do todo! O Brasil possui condições naturais e competência técnica e científica, que já o colocam entre os grandes fornecedores mundiais de produtos florestais. Temos condições para ocupar lugar de maior destaque ainda, num mundo que demanda tudo, crescentemente, tudo das florestas. Estamos muito longe dessa posição de destaque, à exceção de alguns segmentos industriais, simplesmente pelo descaso com que o assunto florestal tem sido encarado pelos nossos governantes! Já tivemos o momento dos plantios florestais, alavancados pelos incentivos fiscais, que apesar de algumas contestações, foi o grande promotor do crescimento de segmentos importantíssimos como o de celulose e papel, de chapas de madeira, da substituição do carvão de matas nativas por eucalipto na siderurgia; já passamos, mais recentemente, por um esforço gigantesco para se concretizar as concessões florestais e estimular o processo legal de uso da madeira das florestas nativas; temos uma rede de instituições de pesquisas com especialistas de renome internacional ; em eventos internacionais, temos mostrado ao mundo a contribuição de nossas florestas na mitigação dos impactos negativos das mudanças climáticas, além de contar com grande contribuição dos processos de certificação florestal. Mas, tudo se resume a ações isoladas de muita competência e que poderiam trazer benefícios muito mais expressivos à sociedade brasileira, se fossem tocadas de forma conjunta num mesmo endereço institucional e com os olhos do Governo Federal, verdadeiramente, voltados ao crescimento e desenvolvimento florestal do país! A necessidade é muito mais por políticas públicas e pela integração de esforços dispersos em cantos diferentes dos inúmeros ministérios! O problema é muito mais de vontade política do que de recursos financeiros! Há demonstrações incontáveis de iniciativas empresariais para alavancar grandes negócios. Mas se tornam imprescindíveis a existência de políticas públicas que estabeleçam regras claras para os que fazem florestas para produção, para os que manejam florestas nativas, aos que protegem e aos que conservam. Regras claras, legislação estável e sem burocracia. Não se cogita de liberalidade total, mas de responsabilidade profissional e empresarial. Essas são iniciativas de Governo e indispensáveis para a integração e crescimento do setor florestal brasileiro. Só assim poderemos dizer que nossos governantes estão, de fato, preocupados com o desenvolvimento e proteção de nosso rico patrimônio florestal! 2014 é ano político! É momento de fazermos com que candidatos se comprometam em cuidar do assunto! É hora de se lutar pela inclusão do setor florestal na pauta das prioridades de Governo!
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